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IBGE: desemprego no Brasil segue em 5,4%, o menor nível em 14 anos

Brasil atinge recorde de 102,7 milhões de pessoas trabalhando; renda média do brasileiro também é a maior da história
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Além de mais gente trabalhando, o brasileiro está ganhando mais, com um rendimento médio real elevado para R$ 3.652, o valor mais alto já registrado na série. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro iniciou 2026 consolidando os bons números do ano passado. A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, mantendo o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Os dados da PNAD Contínua, divulgados hoje (5) pelo IBGE, mostram que o país conseguiu segurar o ritmo de contratações mesmo com as tradicionais demissões de trabalhadores temporários que ocorrem após as festas de fim de ano.

​De acordo com a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, a força dos meses anteriores ajudou a equilibrar o resultado atual. “Os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 apontam fundamentalmente para a estabilidade dos indicadores de ocupação”, explicou.

“Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”, acrescentou.

Renda e massa salarial batem recordes

Além de mais gente trabalhando, o brasileiro está ganhando mais. O rendimento médio real subiu para R$ 3.652, o valor mais alto já registrado na série. Esse aumento de 5,4% no ano impulsionou a “massa de rendimento” (a soma de todos os salários do país) para astronômicos R$ 370,3 bilhões.

Na prática, há mais dinheiro circulando na economia, o que favorece o consumo e o setor de serviços.

​Informalidade recua ao menor nível desde 2020

Outro destaque positivo é a qualidade do emprego. A taxa de informalidade caiu para 37,5%, o menor índice em quase seis anos. Segundo Adriana Beriguy, essa trajetória de queda vem se acelerando desde 2023.

“Especificamente no atual trimestre, a retração da taxa esteve associada à tendência de queda do emprego sem carteira no setor privado e de expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria”, detalha a coordenadora.

Quem mais contratou?

O setor público e o segmento de serviços foram os grandes motores da ocupação no último ano. O grupo de Administração Pública, Saúde e Educação teve um salto de 6,2%, somando 1,1 milhão de novos postos de trabalho.

No setor privado, as atividades financeiras, imobiliárias e de comunicação também apresentaram crescimento robusto de 4,4% na comparação anual. Por outro lado, a indústria e o serviço doméstico registraram retrações no período.

Com informações da Agência IBGE.

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