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Em AL, Usina Caeté aposta no plantio de soja durante entressafra da cana

Projeto foi iniciado em 2021 e hoje soja plantada na usina abastece mercado regional
Vanessa Siqueira
Vanessa Siqueira
vanessa.siqueira@movimentoeconomico.com.br
Soja plantada na Usina Caeté
Produtores parceiros já estão na quarta safra de soja em terras da Usina Caeté, em Alagoas. Foto: Usina Caeté

Cada vez mais presente em Alagoas, a soja tem se tornado uma opção para usinas realizarem a rotação da cultura da cana-de-açúcar nos períodos de entressafra. A Usina Caeté, do Grupo Carlos Lyra, localizada no município de São Miguel dos Campos, vai para a sua quarta safra do grão com expectativa de crescimento da colheita de soja.

O projeto de implantar a soja na entressafra da cana teve início em 2021, com um projeto piloto numa área de 250 hectares. Hoje a área supera os 3 mil hectares e a soja colhida já abastece o mercado local e é vendida para outros estados vizinhos.

De acordo com o gestor de Planejamento Agrícola da Usina Caeté, Vinícius Gomes, o objetivo do grupo foi realizar uma reforma na lavoura canavieira e aumentar a produtividade do solo. A usina entrega toda a área corrigida e dessecada, sendo utilizado calcário e gesso fosfatado. “O cultivo da leguminosa é iniciado em abril, com a possibilidade de realizar a colheita já a partir do mês de agosto”, explicou.

A técnica de promover a rotação da área plantada com cultivares como a soja tem trazido diversos benefícios, como a conservação do solo, pela redução do impacto da gota de chuva, favorecido pela cobertura vegetal da leguminosa, além da fixação biológica de nitrogênio, pela associação simbiótica entre os rizóbios e a soja. A leguminosa também tem diminuído a quebra do ciclo de pragas e patógenos e a infestação de plantas daninhas.

Outro benefício tem sido o incremento da renda da indústria, que vem reduzindo os custos com a formação do canavial, além do fortalecimento do agronegócio, gerando emprego e renda. O superintendente agroindustrial, Mário Sérgio Matias, afirmou que a meta é atingir uma área de 3.000 ha entre a Usina Caeté, Matriz, e a Unidade Marituba, situada em Igreja Nova, no Baixo São Francisco.

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produtor de soja em Alagoas, Alexandre Dalla Vechia
Produtor Alexandre Dalla Vechia é um dos parceiros no plantio de soja nas terras da usina Caeté em Alagoas. Foto: BCCOM Comunicação

Soja alagoana abastece mercado local

Alexandre Dalla Vechia, um dos produtores de soja nas terras da Usina Caeté contou que está na sua quarta safra de soja e este ano a área plantada chegará a 1.800 hectares.

Na última safra, foram colhidas 85 mil sacas de soja, que abasteceram o mercado interno em Alagoas, além de ser vendido nos estados de Sergipe, Pernambuco e Paraíba. “Nós chegamos a ter um problema entre os meses de julho e agosto por conta da seca e isso afetou nossa produção, com uma quebra de mais de 30 mil sacas”, explicou.

A previsão para colheita na próxima safra, segundo Dalla Vechia, está em torno de 110 mil sacas de soja. Além de Alagoas, o produtor gaúcho também produz soja em uma fazenda, no município de Correntina, no Oeste baiano.

“Hoje nossa comercialização é toda no mercado interno. Alagoas produz em torno de 18% a 20% de todo a soja que consome, o que demonstra que ainda temos muitos desafios a serem vencidos para atingirmos uma alta produtividade, como conseguir plantar variedades mais adaptadas ao clima local”, afirmou.

Segundo dados da Companhia Nacional do Desenvolvimento (Conab), o Brasil possui até novembro deste ano 47.356,5 mil hectares de área plantada com soja, o que resultou na produção de 166.143,4 mil toneladas do grão. Na safra 22/23, Alagoas teve uma produção de 19,1 mil toneladas de soja.

Em boletim divulgado no mês de novembro, a Conab destaca que em Alagoas, a cultura da soja chegou na fase final em boas condições, visto que ao longo do ciclo da cultura, os volumes de chuvas foram satisfatórios desde o período de plantio até o enchimento dos grãos. A cultura não foi afetada com ocorrências de pragas e fatores climáticos negativos, além dos produtores terem realizado o manejo no período adequado.

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