
Com a taxa Selic em 15% e o crédito corporativo mais restrito, empresas brasileiras começam a se mobilizar para uma mudança estrutural no mercado de recebíveis: a obrigatoriedade da duplicata escritural. A medida, que deve entrar plenamente em vigor entre junho e outubro de 2026, tem potencial para liberar até R$ 10 trilhões em crédito até 2027, segundo estimativas do mercado.
A nova regulamentação do Banco Central exige que duplicatas — títulos que representam vendas a prazo — passem a ser registradas digitalmente em sistemas autorizados, conferindo maior transparência e segurança às operações. Para que o crédito flua, as empresas precisarão adaptar processos internos desde já. Entenda o que está acontecendo e confira o passo a passo com orientações práticas fornecidas pela V360, plataforma de automação financeira, para acessar os créditos.
É a versão digital da duplicata tradicional, com validade jurídica garantida pelo registro em uma escrituradora autorizada. Esse modelo impede fraudes, permite rastreabilidade dos créditos e facilita a negociação por parte dos fornecedores.
Por que essa mudança vai destravar crédito?
Atualmente, os grandes pagadores (sacados) evitam autorizar a negociação de duplicatas por temerem fraudes e inconsistências — o que restringe o crédito. Com o novo modelo, o risco da operação cai, as taxas diminuem e o mercado se abre para mais concorrência e financiamento mais barato.
O que muda para as empresas
- Fornecedores (sacadores): só poderão negociar duplicatas se elas estiverem registradas corretamente.
- Pagadores (sacados): precisarão integrar seus sistemas de pagamento ao novo modelo para evitar erros como pagamentos indevidos, fraudes ou sanções.
Quando começa a valer
O cronograma prevê início da obrigatoriedade a partir de março de 2026, com fase de adaptação ao longo do ano. Contudo, os impactos operacionais para as empresas começam já no início do registro. Por isso, a preparação antecipada é estratégica.
Passo a passo
- Mapeie seus fluxos de pagamento: entenda como sua empresa recebe, valida e paga duplicatas.
- Adapte seus sistemas: certifique-se de que sua infraestrutura tecnológica consegue lidar com títulos registrados.
- Treine as equipes: financeiro, compliance e TI devem estar alinhados quanto às novas exigências.
- Adote soluções especializadas: recorra a plataformas que automatizam a validação de documentos fiscais e integram com os sistemas de pagamento.
- Audite seus processos regularmente: garanta rastreabilidade e conformidade com a regulação.
Benefícios para quem se antecipa
Para fornecedores: acesso a crédito com menos burocracia e juros menores
Para pagadores: redução de fraudes e retrabalho, além de maior segurança jurídica.
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