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Guia histórico-cultural revisita o início da colonização de Pernambuco

A obra sobre Pernambuco é assinada pela jornalista Paula Imperiano, com revisão da historiadora Bartira Barbosa, da UFPE
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Livro de Pernambuco
Livro Pernambuco na Estrada do Tempo será lançado pelo TJPE

Quem se interessa pela história de Pernambuco ganha um novo conteúdo neste início de 2026. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) lança, no dia 29 de janeiro, às 10h, no Salão Nobre do Palácio da Justiça, o guia histórico-cultural “Pernambuco na Estrada do Tempo – Século XVI, o início da colonização”. A obra é assinada pela jornalista Paula Imperiano, com revisão da historiadora Bartira Barbosa, da UFPE.

O livro reúne 27 capítulos que resgatam episódios marcantes do século XVI em Pernambuco, detalhando a implantação das primeiras estruturas de educação, saúde e administração pública. As narrativas se conectam às edificações históricas que ainda integram a paisagem do estado, muitas delas construídas para abrigar esses serviços.

O estudo chega a uma constatação relevante: Pernambuco concentra o maior e mais antigo conjunto de patrimônio histórico do Brasil. Um acervo ainda pouco explorado como ativo cultural e turístico, mas com potencial para se tornar um dos principais emblemas do estado.

Paula Imperiano
Paula Imperiano é autora d livro/Foto: divulgação

O conteúdo é sustentado por mais de mil notas de referência, com cerca de 400 fontes nacionais e estrangeiras, que vão de documentos quinhentistas a pesquisas contemporâneas. A obra também aborda as trajetórias de povos envolvidos na colonização portuguesa — indígenas, judeus, árabes e africanos — e dedica um capítulo à presença feminina na sociedade colonial.

Além disso, o guia recupera a biografia de 12 personagens históricos, narra a origem de 11 municípios pernambucanos e 23 bairros do Recife formados a partir de povoados coloniais, e identifica 18 edificações remanescentes do período. O levantamento aponta que oito dessas construções foram erguidas entre 1535 e 1540, um dado raro no contexto do patrimônio histórico nacional.

Com linguagem acessível, capítulos estruturados como reportagens e farto material visual, a publicação busca aproximar história e patrimônio, facilitando o uso das informações em ações culturais e turísticas. O projeto editorial é assinado pela Contaccta Comunicação, com projeto gráfico de Albânia Lira, e integra as diretrizes do CNJ alinhadas à Agenda 2030 da ONU.

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