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Alepe retoma trabalhos em 2026 com embate e demarcação de espaços

Retorno das atividades na Alepe teve discurso em defesa da independência do Poder pelo presidente do Legislativo, Álvaro Porto, e de união em prol do estado pela governadora Raquel Lyra
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A Mesa da Alepe apresentou um projeto que regulamenta a questão das emendas parlamentares, de acordo com o entendimento do ministro Flávio Dino. Foto: Alepe/Roberto Soares
O presidente da Casa, Álvaro Porto, afirmou que não medirá esforços para manter a Assembleia como instituição altiva e independente. Foto: Alepe/Roberto Soares

A retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi marcada pelos discursos contundentes da governadora Raquel Lyra (PSDB) e do presidente do Legislativo estadual, deputado Álvaro Porto (PSDB). Os deputados estaduais iniciaram o período ordinário ontem em meio a uma escalada de tensão com o Executivo, que envolveu a convocação de sessão extraordinária durante o recesso parlamentar e uma batalha judicial pelo controle do orçamento.

Unidade

A governadora compareceu pessoalmente no plenário da Alepe para falar aos deputados na abertura do ano legislativo. Ela esteve com todos os secretários do governo. No discurso, a gestora pregou união e exaltou a parceria institucional entre Executivo e os demais poderes. Raquel defendeu, ainda, que o debate eleitoral se dê no período da campanha.​

“O que o nosso povo espera de nós, Executivo e Legislativo, não é barulho, não é distração, não é política pequena. O que o povo espera é trabalho, união de propósito e coragem para construir o futuro. União não significa ausência ou diferença. A divergência faz parte da democracia”, declarou a governadora.​

Ao falar diretamente sobre as eleições, a líder estadual enfatizou que 2026 será de consolidação para o governo e não de disputas que atrasem o estado. Ela ressaltou que seu projeto não é pessoal, mas de construção de um legado. Raquel Lyra não perdeu a oportunidade e fez um apelo aos parlamentares.

“Faço um chamado para que possamos discordar, debater, fiscalizar, mas sempre com a consciência de que o estado é maior do que qualquer projeto individual”, clamou Raquel Lyra.​Em seu discurso, a governadora ainda fez um balanço das ações do governo, citando iniciativas como a ordem de serviço do trecho sul do Arco Metropolitano e a concessão parcial da Compesa.

Independência

Já o presidente da Casa de Joaquim Nabuco, Álvaro Porto, usou o discurso de abertura dos trabalhos dos deputados para reafirmar a independência do Legislativo e defender a atuação da Casa. “O povo pernambucano espera ter suas necessidades atendidas. Para que isso aconteça com eficiência, é obrigação desta Casa zelar pela aplicação adequada do dinheiro público. Assim foi feito e assim será”, enfatizou.​

O presidente afirmou que não medirá esforços para manter a Assembleia como instituição altiva e independente. Disse ver com preocupação a ocorrência de ataques à imagem dos legislativos e dos legisladores, mas que nada fará a Casa recuar. “Não serei silente diante das agressões, não me apequenarei diante daqueles que por motivos inconfessáveis querem com um poder subserviente”, esbravejou.​

O parlamentar afirmou também que a Alepe permanece com as mãos estendidas ao entendimento e à conciliação, sem arredar um milímetro da defesa intransigente da independência com responsabilidade. Lembrou ainda que o ano que se inicia coincide com o calendário eleitoral e que é fundamental conciliar as agendas relativas à disputa com aquelas de natureza legislativa.

“O povo pernambucano espera ter suas necessidades atendidas. E, para que isso aconteça com eficiência, lá na ponta, é obrigação e prerrogativa desta Casa zelar pela aplicação adequada do dinheiro público. Assim foi feito e assim será”, garantiu.

Líderes

A sessão contou com a presença da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e de secretários do Estado. Também se pronunciaram na tribuna o líder da oposição, deputado Cayo Albino (PSB), e a líder do governo, deputada Socorro Pimentel (União). O opositor destacou o papel da bancada de cobrar ações concretas e fiscalizar o exercício do Executivo em benefício da população pernambucana.

“Fiscalizar é cuidar de Pernambuco, é garantir que as leis, programas e ações não fiquem restritas ao papel, mas se transformem em políticas efetivas, em resultados mensuráveis e em melhorias concretas para a população”, concluiu.​

Já Socorro Pimentel enalteceu o trabalho da governadora Raquel Lyra. “É impossível ocupar espaços de poder neste País sendo mulher sem enfrentar resistências, preconceitos e ataques, porque o caminho é sempre muito mais árduo, o julgamento mais severo e a cobrança infinitamente maior”, pontuou.

Leia também: Raquel, sobre o STF: “Quem precisa prestar esclarecimentos, que preste”

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