
A 26ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) encerrou sua programação no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, consolidando marcas históricas em vendas e presença de público. Ao longo de 12 dias de evento, cerca de 350 mil pessoas circularam pelo local e geraram uma movimentação financeira de R$ 173,6 milhões.
O encontro reuniu mais de cinco mil artesãos pernambucanos, de 23 estados brasileiros, do Distrito Federal e de outros 20 países. O evento contou com investimento de R$ 16 milhões efetuado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.
>> Siga o canal da Movimento Econômico no WhatsApp
Projeção internacional e comércio local
Das negociações totais, R$ 6,6 milhões derivaram de rodadas de negócios internacionais promovidas junto à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
A ação reuniu 11 compradores de oito nações, incluindo Estados Unidos, Alemanha e Japão. Paralelamente, o estande do Programa do Artesanato de Pernambuco movimentou R$ 570 mil com 35 expositores locais.
A diretora-executiva da feira, Camila Bandeira, analisou o alcance das iniciativas comerciais brasileiras. “A edição histórica que acabamos de realizar e testemunhar é fruto de um trabalho que vem sendo feito, nos últimos anos, para o fortalecimento da feira enquanto o mais importante evento de negócios para o artesanato e a economia criativa do país. Ao mesmo tempo, a gente começou a construir pontes para fora do Brasil e tem se conectado às novas gerações”, afirmou.
Impactos positivos no setor de turismo
Os reflexos da programação atingiram a cadeia hoteleira de Olinda, que alcançou 90% de ocupação nos finais de semana, índice 19% superior ao ano anterior. Na Região Metropolitana do Recife, o nível de ocupação chegou a 85%, enquanto o período de permanência dos visitantes na cidade de Olinda subiu de cinco para sete dias.
A secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, avaliou os desdobramentos regionais do evento. “Os resultados históricos desta edição demonstram que investir no artesanato é investir na geração de renda, na criação de oportunidades, na valorização dos nossos mestres e artesãos e na projeção de Pernambuco para o Brasil e para o mundo”, declarou.
A diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade, pontuou a relevância social da iniciativa estadual. “A Fenearte é uma política pública que transforma vidas. Cada edição representa mais oportunidades para quem vive do artesanato, pois fortalece a geração de renda, movimenta a economia criativa e preserva um patrimônio cultural que faz parte da identidade de Pernambuco”, disse.
Formação cultural e rotas de imersão
Com o tema focado na tradição do couro, a feira promoveu 65 apresentações musicais, 168 turmas de oficinas com 1,7 mil alunos, 18 aulas gastronômicas e desfiles autorais. Além disso, o Circuito Fenearte realizou 12 imersões em polos criativos da Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste, injetando R$ 50 mil nas economias locais visitadas por 600 participantes.
No âmbito social e ambiental, o evento garantiu acessibilidade gratuita para 3.624 pessoas com deficiência e 311 surdos. Na área de gestão de resíduos, a triagem de nove toneladas de materiais recicláveis por cooperativas locais e a destinação de 1,7 tonelada de orgânicos evitaram a emissão de 102,28 toneladas de gás carbônico na atmosfera. A próxima edição ocorrerá de 7 a 18 de julho de 2027.
Leia também: Fim da taxa das blusinhas impulsiona compras online no Nordeste, diz pesquisa










