
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (11) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,56% em março. O resultado representa uma desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice foi de 1,31%. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 5,48%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
O grupo “Alimentação e bebidas” foi o principal responsável pela inflação do mês, com aumento de 1,17%. Itens como tomate (22,55%), ovo de galinha (13,13%) e café moído (8,14%) tiveram as maiores altas. Esses três produtos, juntos, responderam por um quarto do IPCA de março.
Segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a alta do tomate deve-se à antecipação da colheita em algumas regiões, reduzindo a oferta em março. Para os ovos, o aumento do custo do milho, base da ração das aves, e o período da quaresma, com maior demanda, foram os principais fatores.
Alta na inflação em todos os grupos
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em março. Além de “Alimentação e bebidas”, destacam-se os grupos “Despesas pessoais” (0,70%) e “Vestuário” (0,59%). O índice de difusão, que mostra o percentual de produtos e serviços que ficaram mais caros, marcou 61%.
O comportamento da inflação de serviços, que subiu de 5,32% em fevereiro para 5,88% em março no acumulado de 12 meses, é um dos fatores avaliados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para decidir o nível da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,25% ao ano. A definição da Selic é uma das formas de buscar o controle da inflação.
*Com informações da Agência Brasil
Leia mais: Lula sanciona Orçamento de 2025 com aumento do salário mínimo para R$ 1.518











