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Dólar cai abaixo de R$ 5,09 com juros e petróleo; bolsa engata 4ª queda seguida

​Moeda americana recua impulsionada por juros altos no Brasil e valorização da commodity, enquanto Ibovespa fecha em baixa após declarações de Trump
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  1. Dólar recua a R$ 5,089 impulsionado por juros altos e valorização do petróleo internacional
  2. Moeda americana acumula queda de 7,28% no ano de 2026 e 1,42% em julho
  3. Carry trade sustentado pela diferença entre taxas de juros Brasil e Estados Unidos
  4. Ibovespa cai 0,20% e registra quarta queda consecutiva pressionado por tensões no Oriente Médio
  5. Petróleo Brent sobe 1,27% para US$ 89,22 impulsionado por preocupações geopolíticas com Irã
dólar
Com o resultado, o dólar passa a acumular uma desvalorização de 1,42% no mês de julho e uma queda de 7,28% no acumulado do ano de 2026. Foto: Agência Brasil

O dólar comercial voltou a operar em queda e fechou cotado a R$ 5,089, registrando um recuo de 0,42%. O movimento da moeda norte-americana em relação ao real foi favorecido pelo alto patamar das taxas de juros no cenário doméstico e pela valorização do petróleo no mercado internacional.

​Com o resultado, o dólar passa a acumular uma desvalorização de 1,42% no mês de julho e uma queda de 7,28% no acumulado do ano de 2026. Durante a manhã, a cotação chegou a operar acima de R$ 5,11, mas mudou de direção após sinais de negociação para a redução de conflitos entre Estados Unidos e Irã.

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​A manutenção da elevada diferença entre as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos sustentou as operações de carry trade, nas quais investidores tomam recursos em mercados de juros baixos para aplicar em países com maior retorno. Além disso, o superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, impulsionado pelas exportações da indústria extrativa.

​Bolsa brasileira engata quarta queda consecutiva

​Por outro lado, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,20%, fixando-se aos 173.371,35 pontos e contabilizando a quarta sessão seguida de perdas. O principal índice da bolsa de valores brasileira chegou a ultrapassar a marca dos 174 mil pontos no período da manhã, estimulado pela busca por ativos de risco.

​A perda de força no mercado de ações ocorreu ao longo da tarde, refletindo o endurecimento no tom das declarações do presidente americano, Donald Trump, a respeito das tensões no Oriente Médio. Nem mesmo o avanço dos papéis da Petrobras foi capaz de conter a pressão negativa exercida pelas perdas das empresas mineradoras.

​No mercado cambial externo, o recuo do dólar ante o real acompanhou a trajetória da moeda americana frente a divisas de outros países emergentes, embora tenha registrado alta perante as moedas de economias avançadas no mesmo pregão.

​Cotação do petróleo fecha em alta no mercado internacional

Os contratos internacionais de petróleo fecharam o dia em terreno positivo após registrar oscilações nas negociações globais. O tipo Brent, que serve de referência para a Petrobras, avançou 1,27% e fechou cotado a US$ 89,22 por barril, após bater brevemente a marca de US$ 91 durante o dia.

​Já o petróleo tipo WTI subiu 0,85%, encerrando os trabalhos cotado a US$ 82,48 por barril. As cotações da commodity perderam parte do fôlego após o governo do Irã confirmar o recebimento de propostas de mediadores para atenuar as disputas diplomáticas e militares com Washington.

​Contudo, os preços da commodity voltaram a ganhar força depois que Donald Trump prometeu reagir com maior intensidade caso ocorram novos ataques contra militares norte-americanos.

​Permanecem no radar dos investidores as restrições de navegação no Estreito de Ormuz e as ameaças dos rebeldes houthis de bloquear rotas marítimas no Mar Vermelho, mantendo as incertezas sobre o fornecimento mundial de petróleo.

Leia também: Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,15% em 2026, aponta Focus

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