
Enquanto a conclusão do Arco Metropolitano ainda depende de entraves burocráticos e da liberação de novos trechos, o Governo de Pernambuco vai lançar outro projeto de estudos para uma nova rodovia. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE) vai lançar a licitação para a elaboração dos estudos da PE-66, rodovia que funcionará como uma alternativa à atual PE-60 e ligará o litoral sul pernambucano à divisa com Alagoas.
O edital para a contratação do projeto executivo será lançado até agosto, com investimento estimado em R$ 4,4 milhões. A futura estrada terá 59,5 quilômetros de extensão, conectando a PE-038 à divisa entre Pernambuco e Alagoas, onde se encontra com a AL-101.
Segundo o diretor-presidente do DER-PE, André Fonseca, a nova via será construída paralelamente à PE-60, uma das principais rotas turísticas do Estado, e tem como objetivo reduzir os congestionamentos na malha atual, além de melhorar a conexão com os destinos turísticos do litoral sul.
“Isso vai melhorar o fluxo na atual PE-60 e facilitar também o trânsito na região turística pernambucana, especialmente para o turismo de sol e mar, que é muito forte naquela área”, afirmou.
A nova rodovia já será duplicada e prevê acessos às praias de Porto de Galinhas, Carneiros, Tamandaré, Serrambi e São José da Coroa Grande.
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Debate sobre Arco Metropolitano chega à Ademi
A nova rodovia foi debatida no encontro promovido pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), no Recife, nesta terça-feira (14). O evento reuniu representantes do setor produtivo, da Agência Condepe/Fidem e do DER-PE para discutir os efeitos do Arco Metropolitano sobre a expansão urbana e o desenvolvimento econômico da Região Metropolitana.
Apesar de o empreendimento ser considerado estratégico para desafogar o trânsito pesado e criar novas centralidades urbanas, parte do projeto ainda enfrenta obstáculos.
Atualmente, apenas o lote 2 do trecho sul está em execução. A etapa compreende 25 quilômetros entre a BR-232 e a BR-101 e recebeu investimentos de R$ 632 milhões. Já o lote 1, que completa o segmento sul do Arco, continua em análise pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), após ajustes solicitados pelo órgão federal.
“Acreditamos que, até o fim de julho ou meados de agosto, teremos alguma resposta do DNIT em relação à documentação enviada”, afirmou André Fonseca.
A previsão inicial era que o trecho fosse concluído até o final de 2027. Porém, André Fonseca afirmou que o período chuvoso reduziu o ritmo dos trabalhos nos últimos meses e que o cronograma será atrasado. Além disso, o projeto enfrenta entraves burocráticos com o Incra para o deslocamento de assentamentos rurais que estão no traçado.
Durante o encontro, o diretor de Governança Metropolitana Interfederativa da Condepe/Fidem, Carlos Amorim, destacou que a obra tem potencial para transformar não apenas a mobilidade da região, mas também a ocupação do território.
“O Arco Metropolitano é uma infraestrutura que pode produzir transformações importantes não apenas na mobilidade, mas também na localização de atividades econômicas e na expansão urbana”, disse.
Porém, a Agência não possui, ainda, nehum estudo de impacto e planejamento para a região do entorno do Arco Metropolitano que envolva as áreas habitacional, industrial e logística. O que há em andamento é a contratação, ainda não realizada, de um convênio com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para elaborar o Plano de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana do Recife, com horizonte até 2040, que abrangerá a área do Arco.
Na avaliação do presidente da Ademi-PE, Leonardo Pessoa de Queiroz, o principal desafio será evitar que a expansão urbana aconteça de forma desordenada, repetindo problemas observados ao longo da BR-101.
“Temos uma oportunidade única de planejar essa expansão de maneira adequada, fortalecendo a infraestrutura existente e melhorando a habitabilidade da população”, afirmou.
Governo prepara novas licitações de rodovias
Além da PE-66, o Governo de Pernambuco anunciou um novo pacote de licitações para obras viárias em diferentes regiões do Estado. Entre os projetos está a implantação da primeira área de escape da BR-232, orçada em R$ 9,9 milhões. A estrutura será construída entre os quilômetros 60 e 63 da rodovia, no trecho da Serra das Russas, entre Gravatá e Pombos.
“Essa é uma inovação importante para Pernambuco. A área de escape é um equipamento de segurança para caminhões e veículos pesados que enfrentam dificuldades na descida da serra. Ela protege tanto os motoristas quanto as pessoas que transitam pela rodovia”, explicou Fonseca.
Já no litoral norte, o Estado autorizou a licitação para a requalificação da PE-22, principal corredor viário do município do Paulista. Com orçamento de R$ 44,8 milhões, a intervenção abrangerá quase 10 quilômetros entre a PE-15 e a PE-01, conectando bairros e reforçando a infraestrutura da região.
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