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Senai Park aproxima Pernambuco da produção de hardware

O avanço dessa estrutura do Senai em Pernambuco dialoga com um desafio maior do país: reduzir a dependência externa em tecnologias estratégicas

De Recife
CEO do Movimento Econômico
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~4:49
  1. Instituto Senai de Inovação possui carteira ativa de R$ 150 milhões em contratos e previsão de faturamento de R$ 60 milhões em 2026.
  2. Senai Park, inaugurado há quase dois anos no Complexo de Suape, funciona como ambiente de desenvolvimento, teste e validação de soluções tecnológicas.
  3. Parque tecnológico atua em três grandes projetos: nacionalização de baterias de lítio, digitalização da cadeia do hidrogênio verde e nacionalização de sensores radar.
  4. Estrutura de baterias no parque possui capacidade para produzir até mil unidades diárias, destinada a testar modelos e validar processos industriais.
  5. Instituto reúne 33 projetos em andamento com envolvimento de 50 a 60 empresas de diferentes estados e setores como energia, mobilidade e infraestrutura.
Senai Park
Senai Park/Foto: divulgação Senai

Com uma carteira ativa de cerca de R$ 150 milhões em contratos e previsão de faturamento de R$ 60 milhões em 2026, o Instituto Senai de Inovação vem consolidando, a partir de Pernambuco, uma agenda nacional voltada ao desenvolvimento de tecnologias industriais. Desse total, aproximadamente R$ 50 milhões estão associados a projetos de pesquisa e desenvolvimento e outros R$ 10 milhões a serviços mais pontuais, como consultorias e ensaios laboratoriais.

Parte importante dessa estratégia passa pelo Senai Park, no Complexo de Suape, inaugurado há quase dois anos para abrigar projetos intensivos em infraestrutura tecnológica. O espaço funciona como ambiente de desenvolvimento, teste e validação de soluções que exigem plantas-piloto, minifábricas e equipamentos físicos, aproximando Pernambuco de uma agenda ainda pouco explorada localmente: a produção de hardware, ou seja, a parte física da tecnologia que move a indústria.

Se o Porto Digital consolidou o Recife como referência em tecnologia da informação e software, o Senai Park pode ampliar presença de Pernambuco nas cadeias industriais de maior complexidade tecnológica. Numa frente complementar o ecossistema recifense, o parque tecnológico do Senai, atua voltado a sensores, baterias, robôs, sistemas de armazenamento entre outros dedicados à indústria.

Instalado no Complexo de Suape, o Senai Park desenvolve três grandes projetos. O primeiro é voltado à nacionalização de baterias de lítio. O segundo trata da digitalização da cadeia do hidrogênio verde. O terceiro, iniciado recentemente, mira a nacionalização de sensores de radar, tecnologia que passará a ser exigida em veículos a partir de 2029 para sistemas de frenagem automática. Os dois primeiros já contam com plantas-piloto e equipamentos em funcionamento.

No caso das baterias, a estrutura instalada no parque tem capacidade técnica para produzir até mil unidades por dia, conforme Oziel Alves, diretor de inovação do SENAI. Mas, de acordo com ele, a finalidade não é operar como uma indústria convencional. A planta foi concebida para testar modelos, validar processos, reduzir riscos tecnológicos e permitir que empresas avaliem soluções antes de realizar investimentos industriais de grande porte. Estão envolvidos nesse ecossistema nomes como Moura, Stellantis e Volkswagen.

A atuação do Instituto Senai de Inovação, porém, não se limita a Pernambuco. A carteira é nacional e reúne clientes de diferentes estados e setores. Entre eles estão empresas como a Cemig, de Minas Gerais, e companhias ligadas às áreas de energia, mobilidade e infraestrutura. Ao todo, são 33 projetos em andamento, que envolvem entre 50 e 60 empresas, considerando que algumas iniciativas reúnem múltiplos parceiros.

O avanço dessa estrutura em Pernambuco dialoga com um desafio maior do país: reduzir a dependência externa em tecnologias estratégicas. Ao criar capacidade local de desenvolvimento, teste e validação, o Senai Park coloca Pernambuco em uma rota mais sofisticada de inovação industrial, ajudando empresas a dar o primeiro passo entre a pesquisa e o investimento produtivo em escala.

Senai Park/Foto: divulgação Senai
Senai Park/Foto: divulgação Senai

Mercado livre

O mercado livre de energia já responde por cerca de 43% da eletricidade consumida no Brasil. Em 2025, mais de 21,7 mil consumidores migraram para esse ambiente, elevando o total para aproximadamente 85 mil empresas, segundo dados da CCEE. Para Tiago Fassbinder, da Spirit Energia, a questão para o empresário deixou de ser se vale migrar, mas quando e como fazer isso corretamente.

Turismo IA

A inteligência artificial começa a mudar a operação das agências de viagens, que passam a investir em automação, personalização em escala e análise do comportamento do consumidor. Segundo a MarketsandMarkets, o mercado de IA aplicada ao turismo deve sair de US$ 2,95 bilhões para US$ 13,38 bilhões até 2030.

UTI

A Secretaria de Administração de Pernambuco adiou, por prazo indeterminado, o processo de credenciamento de empresas para prestar serviços de transporte aeromédico de pacientes em UTI, equipes médicas e equipes de captação de órgãos no âmbito do SUS. Segundo o aviso publicado no Diário Oficial, a medida ocorre para avaliação técnica dos requisitos de contratação.

Expectativa

Os Estados Unidos têm até 15 de julho para decidir se irão impor as tarifas da Seção 301, que ainda isentariam produtos como carne bovina, café, terras raras e peças de aeronaves.

PPP do Engenho Maranhão
A Compesa abriu consulta pública sobre uma PPP para implantação e operação do sistema de contenção de cheias e produção de água da Barragem Engenho Maranhão. A consulta vai de 6 de julho a 6 de agosto de 2026, com audiência pública em 27 de julho, em Suape.

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BrasBio acende caldeira em Uruçuí e será 1ª a produzir etanol de milho no PI

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