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Gravatá ganha primeiro hotel 5 estrelas e aposta em turismo de alto padrão

Projeto da Golden Tulip terá 264 apartamentos, modelo de multipropriedade e deve impulsionar a economia e a qualificação profissional em Gravatá
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  1. Gravatá receberá primeiro hotel cinco estrelas com inauguração prevista para julho de 2027
  2. Golden Tulip investirá aproximadamente oitenta milhões de reais em construção, desenvolvimento comercial e operação
  3. Primeira etapa fornecerá noventa apartamentos enquanto demais fases totalizarão duzentos e sessenta e quatro unidades
  4. Hotel operará sob bandeira da rede Louvre Hotels e integrará rede internacional de intercâmbio RCI
  5. Empreendimento utilizará modelo de multipropriedade com sessenta por cento das cotas já comercializadas
Primeira fase do Golden Tulip Gravatá deve entrar em operação em julho de 2027 – Foto: Divulgação

Gravatá, um dos principais destinos turísticos do Agreste pernambucano, se prepara para receber seu primeiro hotel cinco estrelas. Com inauguração prevista para julho de 2027, o Golden Tulip Gravatá chega ao município com investimento total estimado de R$ 80 milhões, incluindo construção, desenvolvimento comercial e vendas, consolidando uma nova fase para o turismo de lazer na região.

As obras da primeira etapa já atingiram cerca de 70% de execução e entraram na fase de acabamento. A expectativa é que o hotel entre em operação com toda a estrutura de lazer funcionando e 90 apartamentos disponíveis, enquanto as demais fases acrescentarão novas unidades até alcançar o total de 264 apartamentos.

O empreendimento será operado sob a bandeira Golden Tulip, pertencente ao grupo Louvre Hotels, uma das maiores redes hoteleiras do mundo.

Segundo o sócio-diretor do empreendimento, Rodolfo Rosa, a escolha por Gravatá foi resultado da identificação de um mercado ainda pouco explorado pela hotelaria de alto padrão.

“A gente visualizou que Gravatá é um polo turístico de Pernambuco, de Alagoas e também da Paraíba. Existiam muitas segundas residências, mas havia um déficit muito grande de hotelaria. Enxergamos um potencial turístico que ainda não estava sendo bem explorado”, afirmou.

Além de ser o primeiro hotel cinco estrelas da cidade, o executivo acredita que o empreendimento pode reposicionar Gravatá no mercado nacional de turismo.

“Quando inaugurar o Golden Tulip Gravatá, a cidade vai para o mundo. O hotel fará parte da rede internacional de intercâmbio da RCI, o que coloca o destino ao lado de localidades como Disney, França e Itália. Isso valoriza não apenas Gravatá, mas todo o turismo de Pernambuco”, destacou.

Modelo de multipropriedade

O hotel será integralmente comercializado pelo sistema de multipropriedade, modalidade regulamentada no Brasil desde 2018. Nesse modelo, o comprador adquire uma fração imobiliária correspondente a um período específico de utilização do apartamento, com escritura pública individual.

Cada unidade é dividida em até 52 cotas, permitindo que diferentes proprietários utilizem o imóvel em semanas previamente estabelecidas ao longo do ano.

Segundo Rodolfo Rosa, o proprietário possui os mesmos direitos de um imóvel convencional. “O cliente recebe escritura pública, pode vender, transferir, deixar de herança ou negociar sua fração normalmente. É um patrimônio imobiliário como qualquer outro, mas dentro do conceito de multipropriedade”, explica.

O modelo também amplia o potencial de ocupação do hotel ao longo do ano, reduzindo a sazonalidade comum em destinos turísticos.

Atualmente, cerca de 60% das cotas da primeira fase já foram comercializadas, desempenho considerado expressivo por se tratar de um destino predominantemente regional.

Obras do Golden Tulip Gravatá estão 70% prontas e entram em fase de acabamento. Cerca de 60% do empreendimento foi comercializado no sistema de multipropriedade – Foto: Divulgação

Estrutura de resort em Gravatá

Projetado para funcionar como um resort de lazer, o Golden Tulip Gravatá contará com piscinas, spa, espaços para crianças e pets, quadras esportivas, arena de beach tennis, restaurantes e estrutura completa de hospedagem compatível com o padrão internacional da rede.

A estratégia é ampliar o tempo de permanência dos visitantes e estimular uma experiência turística que vá além das tradicionais viagens de fim de semana para a cidade.

“Nosso objetivo é vender experiência. Queremos que o turista escolha Gravatá como escolhe um destino de praia. Para isso, precisamos entregar um serviço de excelência”, afirmou o empresário.

Impacto econômico

Além do investimento privado, o empreendimento deve produzir efeitos diretos sobre a economia regional. Quando estiver totalmente concluído, o hotel vai gerar aproximadamente 400 empregos diretos e entre 100 e 150 vagas indiretas, movimentando diversos segmentos ligados ao turismo, serviços e fornecedores locais.

O empresário avalia que a chegada de uma bandeira internacional também tende a atrair novos investidores para o município. “Quem chega primeiro ajuda a abrir mercado. Depois que um investimento dessa dimensão mostra resultado, outros players passam a olhar para a região. Acreditamos que esse é apenas o começo de um novo ciclo para Gravatá”, cita.

Um dos principais desafios identificados pelos investidores está na formação de profissionais para atuar em uma hotelaria de padrão internacional. Embora a construção não tenha enfrentado dificuldades para contratação de trabalhadores locais, a operação do hotel exigirá capacitação específica nas áreas de hospedagem, recepção, gastronomia e atendimento.

Por isso, a empresa pretende iniciar, nos primeiros meses de 2027, um programa de qualificação profissional antes da abertura oficial do empreendimento.

“A hotelaria de alto padrão exige outra preparação. Precisaremos profissionalizar essas pessoas para atender ao padrão internacional da rede”, diz.

A expectativa dos investidores é que o projeto contribua não apenas para ampliar a oferta de hospedagem em Gravatá, mas também para fortalecer a economia do Agreste, elevar o nível de qualificação profissional e consolidar o município como um destino de turismo de experiência durante todo o ano.

Leia também: Com Bahia e Maceió no topo, Nordeste concentra 39% do turismo doméstico

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