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Petrobras corta QAV em 14,5%, mas preço ainda sobe 40% no ano e afeta passagens

Queda ocorre após recuo no petróleo no mercado internacional, mas preço do querosene de aviação (QAV) segue pressionado no acumulado do ano, com impacto direto nos custos do setor aéreo
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  1. Petrobras reduz preço do QAV em 14,5% com diminuição de R$ 0,81 por litro nas refinarias
  2. QAV apresenta alta acumulada de 40,5% no ano, representando aumento de R$ 1,39 por litro desde fim de 2025
  3. Conflito entre EUA e Israel contra Irã causou bloqueio do Estreito de Ormuz e disparada de preços internacionais
  4. Brasil não escapa de alta pois combustíveis são commodities com preços definidos no mercado internacional, apesar da produção local
  5. Petrobras detém 85% da produção de QAV e governo retirou subsídios após atenuação dos efeitos da guerra
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O QAV, combustível usado por aviões e helicópteros, está 40,5% mais alto que o do final de 2025, com acréscimo de R$ 1,39 por litro. cFoto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.  

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro. 

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.  

No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. 

Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.  

O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu. 

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional. 

Evolução dos custos com QAV

Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho a empresa reduziu o QAV em 14,2%.  

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.  

Cadeia de comércio

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores. 

A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras. 

Leia mais: Petrobras muda cálculo do preço do gás natural às distribuidoras

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