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Empresários celebram viaduto da Vitarella e cobram pacote de infraestrutura

Projeto do Viaduto da Vitarella foi financiado pela iniciativa privada e destrava gargalo da BR-101, mas setor defende intervenções complementares para ampliar os ganhos logísticos
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~4:05
  1. Setor produtivo pernambucano celebra aprovação do Viaduto da Vitarella com entusiasmo pela mobilidade
  2. Governo federal investe R$ 19,6 milhões em viaduto no km 83,4 da BR-101 Sul
  3. Trinta empresários custearamm projeto técnico e articularam iniciativa junto ao poder público
  4. Região de Jaboatão consolidou-se como maior polo de condomínios logísticos do Nordeste nos últimos anos
  5. Obra elimina retorno em nível e reduz desvio de dois quilômetros no acesso rodoviário
Fábrica da Vitarella, em Jaboatão dos Guararapes, é ponto de referência para gargalo viário na BR-101 Sul em Pernambuco. Foto: Vitarella/Reprodução
Fábrica da Vitarella, em Jaboatão dos Guararapes, é ponto de referência para gargalo viário na BR-101 Sul em Pernambuco. Foto: Vitarella/Reprodução

O anúncio da construção do Viaduto da Vitarella, na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, foi recebido com entusiasmo pelo setor produtivo pernambucano. A obra, considerada uma das intervenções mais aguardadas para a melhoria da mobilidade e da logística na Região Metropolitana do Recife, teve o projeto técnico custeado por um grupo de 30 empresários reunidos na Associação Atitude Pernambuco, que articulou a iniciativa junto ao poder público e mobilizou empresas instaladas no entorno do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Com investimento de R$ 19,6 milhões do governo federal, o viaduto será implantado no km 83,4 da BR-101 Sul, em um dos pontos mais críticos do tráfego no Grande Recife. Pelo trecho circulam diariamente cerca de 45 mil veículos, entre automóveis, ônibus e caminhões que seguem em direção a Suape, ao polo logístico de Jaboatão e ao litoral sul do estado.

A autorização foi formalizada nessa terça-feira (19), em Brasília, durante cerimônia em que a governadora Raquel Lyra e o ministro dos Transportes, George Santoro, assinaram ordens de serviço e autorizações que somam R$ 473,4 milhões em investimentos rodoviários em Pernambuco.

A região de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho consolidou-se nos últimos anos como um dos maiores polos de condomínios logísticos do Nordeste, atraindo centros de distribuição de grandes empresas e ampliando o fluxo de caminhões na BR-101. Além disso, pela região também circulam caminhões que transportam cargas para o Porto de Suape.

Articulação empresarial para Viaduto da Vitarella

O presidente da Associação Atitude Pernambuco, Halim Nagem, destacou que o avanço do projeto é resultado de uma mobilização conjunta entre iniciativa privada e setor público. “Nossa contribuição foi mobilizar empresas do Complexo de Suape e do entorno para financiar o projeto técnico entregue ao DNIT e unir forças com a Prefeitura de Jaboatão, o senador Fernando Dueire e o Governo do Estado”, afirmou.

Halim Nagem Neto, fundador e presidente da Nagem e da da Associação Atitude Pernambuco. Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco
Halim Nagem Neto, fundador da Nagem, é presidente da Associação Atitude Pernambuco. Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco

Segundo ele, a obra terá impacto direto na competitividade do estado. “É um investimento que melhora a fluidez do tráfego, reduz congestionamentos e contribui para o desenvolvimento econômico e para a qualidade de vida das pessoas”, acrescentou.

Redução de custos e ganhos logísticos

O projeto prevê a construção de um viaduto e de novas alças de acesso, eliminando o retorno em nível atualmente existente no km 83,8 da BR-101. Hoje, quem sai da Estrada da Batalha precisa percorrer um desvio de cerca de dois quilômetros para acessar a rodovia, o que provoca congestionamentos intensos nos horários de maior movimento.

Para o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Nordeste (Fetracan), Nilson Gibson, a obra é fundamental, embora chegue com atraso. “São intervenções que deveriam ter sido feitas há duas décadas. O viaduto é importante, especialmente para o polo logístico de Jaboatão, mas os resultados mais expressivos virão quando outras obras estruturadoras, como o Arco Metropolitano, também estiverem concluídas”, avaliou.

Gibson ressalta que a execução da obra poderá causar transtornos temporários, mas considera que os benefícios futuros compensarão os impactos. “É uma solução que chega tardiamente, mas que certamente vai melhorar a logística e a mobilidade do estado”, disse.

Necessidade de investimentos complementares

A percepção é compartilhada pelo diretor da Agemar, Manoel Ferreira. Segundo ele, a lentidão no trecho eleva o consumo de combustível, reduz o número de viagens e encarece o frete. “O caminhão faz menos viagens e gasta mais combustível. Isso aumenta o custo do transporte. O Viaduto da Vitarella vai agilizar muito esse processo”, afirmou.

Ao comemorar o avanço, o empresário observa que a intervenção precisa ser acompanhada de outras melhorias viárias. “O Viaduto da Vitarella é uma das intervenções mais importantes, mas são necessárias ações complementares para que ela entregue todo o potencial”, destacou.

Leia também: Viaduto da Vitarella sai do papel em pacote de R$ 473 mi para rodovias

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