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​Rio Grande do Norte recebe R$ 22 milhões para agricultura familiar

​Investimentos focam em autonomia feminina, regularização de terras e novos programas de escoamento da produção rural no estado potiguar
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~5:09
  1. Governo Federal repassa R$ 22 milhões para fortalecer produção rural e infraestrutura de assentamentos.
  2. Programa Da Terra à Mesa recebe R$ 12,59 milhões para atender 1.259 famílias agricultoras.
  3. Metade dos benefícios destinam-se a mulheres e 20% para jovens, garantindo sucessão rural.
  4. Incra entrega 168 títulos definitivos de terra em São Paulo do Potengi para segurança jurídica.
  5. Investimento de R$ 2,7 milhões cria Curso Superior em Agroecologia pelo IFRN.
Agricultura familiar no RN
O montante será aplicado em assessoria técnica e infraestrutura, permitindo que os produtores realizem a transição para modelos agroecológicos e adaptem suas terras aos desafios climáticos atuais. Foto: Mariana Sacramento/Ascom MDA

O Governo Federal oficializou o repasse de mais de R$ 22 milhões para o fortalecimento da produção rural e infraestrutura de assentamentos no Rio Grande do Norte. O aporte financeiro se concentra na estruturação de cadeias produtivas e na garantia de direitos fundiários, com o programa Da Terra à Mesa recebendo a maior fatia dos recursos, totalizando R$ 12,59 milhões destinados a atender 1.259 famílias de agricultores.

​A distribuição do capital foca na inclusão de grupos específicos, reservando metade do atendimento para mulheres e 20% para jovens do campo. A estratégia busca garantir a sucessão rural e a autonomia financeira em propriedades familiares.

O montante será aplicado em assessoria técnica e infraestrutura, permitindo que os produtores realizem a transição para modelos agroecológicos e adaptem suas terras aos desafios climáticos atuais.

Estruturação produtiva e assistência técnica

No setor de equipamentos e logística, foram entregues três colheitadeiras de arroz para produtores locais, além do anúncio de uma parceria de R$ 1 milhão com a Emater.

Este recurso é voltado especificamente para a Assistência Técnica e Extensão Rural na cadeia produtiva do leite, setor que demanda rigor técnico para manter a competitividade regional e o escoamento para os mercados consumidores do estado.
​Outro pilar da agenda econômica foi o reforço no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a reserva de R$ 10 milhões.

O programa funciona como um mecanismo de garantia de compra pelo Estado, assegurando que o produtor tenha destino certo para sua colheita. A estimativa é de que a iniciativa beneficie cerca de 272 mil pessoas, incluindo o fornecimento para cozinhas solidárias e movimentos sociais.

Regularização fundiária e segurança jurídica

A agenda de infraestrutura social contemplou a entrega de 168 títulos definitivos de terra pelo Incra no município de São Paulo do Potengi. A regularização fundiária é um indicador de segurança econômica para o produtor, pois permite o acesso a linhas de crédito bancário e garante a permanência da família na terra com respaldo jurídico total.

​“Eu estou muito emocionada só de saber que agora tenho uma moradia fixa para mim e pra minha família, é uma maravilha. Estou muito feliz”, conta a senhora Maria Cezário, produtora que cria subsistência no assentamento Lagoa Nova.

A posse definitiva do imóvel rural é considerada o primeiro passo para que pequenas propriedades consigam investir em tecnologia e aumento de produtividade.

Educação e fomento à agroecologia

O setor educacional recebeu o lançamento de um Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia, em cooperação com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

O investimento de R$ 2,7 milhões visa formar mão de obra qualificada para atuar na gestão de propriedades rurais sustentáveis. Além disso, foram destinados R$ 7,58 milhões para o Mutirão das Mulheres, focado na regularização documental e cidadania.

​“Vão ser dez mil investimentos não reembolsáveis e o assessoramento técnico para estruturação produtiva dessas propriedades da agricultura familiar. Vem o investimento que pode ser utilizado em várias atividades: pode ser para transição agroecológica, para adaptação climática, para quintais produtivos, pode ser também para apoio de redes de cooperativas”, afirmou a ministra Fernanda Machiaveli.

Cooperativismo e beneficiamento de produtos

A infraestrutura de beneficiamento foi reforçada com a inauguração de um entreposto de ovos da Cooppotengi. A unidade possui capacidade para processar até três mil ovos por dia, permitindo que pequenos produtores do território atendam às normas sanitárias e alcancem prateleiras de supermercados e programas de merenda escolar. O projeto contou com suporte da Fundação Banco do Brasil e do governo estadual.

​“Quando eu cheguei lá fiquei muito feliz de ver quantas políticas públicas já chegaram naquele território. Estava lá o selo Meu Combustível Social, mais de 16 milhões que foram investidos”, contou a ministra.

“Estavam lá os investimentos do governo do estado, por meio da Sedraf, com aportes para realização daquelas ações e recursos do Banco do Brasil, da Fundação Banco do Brasil para constituição de uma entreposto de ovos”, acrescentou.

Impacto macroeconômico regional

A integração entre os repasses federais e a gestão da governadora Fátima Bezerra sinaliza um esforço para transformar a agricultura familiar em um motor de desenvolvimento regional.

Ao investir na organização das cooperativas e na comercialização, o Estado busca reduzir a dependência de produtos vindos de outras regiões, fortalecendo o mercado interno potiguar e gerando renda diretamente nas comunidades rurais.

​O fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Norte reflete uma política de segurança alimentar nacional. A diversificação da produção, que abrange desde frutas e grãos até a pecuária de leite e avicultura, garante que o estado tenha maior resiliência econômica diante de oscilações de preços de commodities internacionais, mantendo a oferta de alimentos frescos e saudáveis para a população urbana.

Com informações da Agência Gov.

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