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Intenção de compras cai 6,73% para o Dia das Mães na RMR

Pesquisa aponta menor disposição para compras do Dia das Mães e reforça necessidade de preços competitivos e crédito facilitado
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Percentual de pessoas que pretendem comprar presentes no Dia das Mães caiu 6,73% na RMR em 2026 relação ao ano anterior. Foto: Assessoria da CDL Recife/Divulgação

A movimentação do comércio para o Dia das Mães de 2026, uma das datas mais relevantes do calendário varejista, deve ser marcada por maior cautela na Região Metropolitana do Recife (RMR). Levantamento realizado pela Unifafire Inteligência de Mercado indica uma retração na disposição de consumo dos recifenses, acendendo um sinal de alerta para o setor.

De acordo com a pesquisa, conduzida entre os dias 10 e 26 de março com 814 entrevistados, 68,84% dos moradores da RMR afirmam que pretendem comprar presentes neste ano. O percentual representa uma queda de 6,73% em relação a 2025, quando 75,57% demonstravam intenção de consumo.

Por outro lado, 28,41% dos entrevistados já descartaram a compra, evidenciando um aumento na rejeição ao consumo. Com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos percentuais, o estudo aponta para um ambiente econômico mais restritivo.

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Fonte: CDL Recife e Unifafire – Arte: IA/ME


Varejo precisa reagir no Dia das Mães

Para o economista e consultor da UNIFAFIRE Inteligência de Mercado, Uranilson Carvalho, o resultado reflete um contexto macroeconômico desafiador para as famílias. “O varejo local precisará adotar estratégias mais agressivas de preço e crédito para manter competitividade”, afirma Carvalho. Segundo ele, a pressão inflacionária e o comprometimento da renda têm reduzido a margem de consumo, o que contrasta com projeções mais otimistas em âmbito nacional.

A análise do comportamento do consumidor também revela mudanças importantes na dinâmica de decisão de compra. O coordenador da pesquisa, João Paulo Nogueira, chama atenção para o fato de que o desafio do varejo vai além de conquistar consumidores indecisos.

“Com 28,41% dos consumidores já decididos a não presentear, a competitividade será determinada no detalhe. O lojista precisará ser mais assertivo para atrair a parcela de 68,84% que mantém a intenção de gasto, oferecendo benefícios claros de custo-benefício e condições de parcelamento que atenuem a cautela do bolso pernambucano”, afirma Nogueira.

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O segmento de Moda, Roupas e Calçados lidera com folga, concentrando 41,78% das intenções de compras no Dia das Mães. Foto: Procon Goiás/Reprodução

Tíquete médio mais baixo redefine estratégias

No que diz respeito ao valor destinado às compras, a pesquisa mostra um consumidor mais conservador. A maior parte dos entrevistados (69,41%) pretende gastar entre R$ 50 e R$ 200. Dentro desse intervalo, a faixa de R$ 50,01 a R$ 100 aparece com 36,89% das respostas, praticamente empatada com o grupo que planeja desembolsar entre R$ 100,01 e R$ 200, que soma 32,52%. Apenas 20,63% afirmaram que devem gastar acima de R$ 200.

Para Nogueira, esse comportamento delimita uma espécie de teto para o consumo local. “O teto psicológico do consumidor recifense está mais baixo. O lojista que não estruturar ofertas e condições de parcelamento dentro dessa faixa pode perder competitividade para o e-commerce e para redes nacionais”, avalia.

Moda lidera preferência e indecisos viram oportunidade

Em relação às preferências de compra, o segmento de Moda, Roupas e Calçados lidera com folga, concentrando 41,78% das intenções. Na sequência aparecem os produtos de beleza, com 22,38%, e os eletrodomésticos, com 10,14%. Itens de decoração somam 6,64%.

Um dado considerado estratégico pelos especialistas é que 11,19% dos consumidores ainda não definiram o que pretendem comprar, o que abre espaço para ações promocionais e campanhas mais direcionadas na reta final.

Centro do Recife ganha protagonismo no consumo racional

A geografia do consumo também traz pistas relevantes para o comportamento do mercado neste ano. O cruzamento das informações com o estudo sobre o perfil de consumo no Centro do Recife, realizado pela CDL Recife em parceria com a UniFAFIRE, aponta para um possível protagonismo do comércio de rua da área central.

Com consumidores mais atentos ao preço e ao custo-benefício, o Centro tende a se destacar por sua característica de diversidade e competitividade, especialmente nos segmentos mais demandados, como moda e calçados. Nesse contexto, a região se beneficia de um posicionamento mais racional na decisão de compra, em contraste com os shoppings centers, que ainda concentram apelo na experiência e no conforto.

Leia também: Comércio do Centro do Recife atrai 65,1% dos consumidores, diz pesquisa

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