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Descubra 24 experiências turísticas únicas para viver no Nordeste em 2026

Com foco em cultura, natureza e comunidades locais, catálogo do Ministério do Turismo reúne 24 roteiros no Nordeste para quem planeja viajar em 2026
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Experiências turísticas no Nordeste: Parque Nacional do Vale do Catimbau, no município de Buíque, em Pernambuco
Parque Nacional do Vale do Catimbau, no município pernambucano de Buíque, é listado como uma das experiências turísticas únicas do Nodeste em catálogo do Ministério do Turismo. Foto: MTur/Divulgação

A região Nordeste oferece 24 experiências na área de afroturismo, turismo de base comunitária, ecoturismo, turismo gastronômico e turismo cultural para serem apreciadas em 2026, de acordo com catálogo produzido pelo Ministério do Turismo e lançado durante a COP30, em Belém do Pará, no mês de novembro, para estimular viajantes nacionais e internacionais a conhecerem melhor o país.

Elaborada pelo Ministério do Turismo, a publicação de 138 páginas, em edição especial, busca posicionar o Brasil como um destino sustentável e responsável, capaz de atrair viajantes à procura de natureza, cultura e o modo de vida autêntico de comunidades.

O material é dividido por regiões e reúne iniciativas apoiadas por ações interministeriais como o Programa Rotas Negras, a RedeTrilhas (Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade) e o Projeto Experiências do Brasil Original. Além disso, o guia traz informações sobre a região turística, seus municípios, a descrição das atividades disponíveis, atrativos imperdíveis, a melhor época do ano para visitação e as redes sociais das experiências.

Disponível em português, inglês e espanhol, o catálogo está estruturado em fichas com dados padronizados e linguagem acessível. A versão digital pode ser consultada no portal oficial do Ministério do Turismo.

A região Sudeste lidera em número de experiências reunidas no catálogo, com 36 iniciativas. Em seguida aparecem o Nordeste, com 24 experiências, o Sul com 21, e as regiões Norte e Centro-Oeste, ambas com 20. Todas as regiões contam com iniciativas selecionadas com base em critérios técnicos definidos pelo Ministério do Turismo, como sustentabilidade ambiental, protagonismo de comunidades tradicionais, valorização do patrimônio cultural, conexão com políticas públicas em andamento e viabilidade turística.

Nordeste tem roteiros em todos os estados

No Nordeste, a publicação abre com o estado de Alagoas, destacando o afroturismo na cidade de União dos Palmares e o turismo de base comunitária em Porto de Pedras, que compõe a Rota Ecológica dos Milagres. Na Bahia, os destaques do material são a Chapada Diamantina, nas cidades de Lençóis, Colônia e Nova Redenção; o turismo de observação de aves silvestres e nativas nos municípios de Boa Nova e Iguaí; e o afroturismo em Cairu, na Costa do Dendê.

No Ceará, o catálogo aponta o Centro de Artesanato das Mulheres Crocheteiras de Jericoacoara, em Jijoca de Jericoacoara, na Rota das Emoções; a Rota Verde do Café, nos municípios de Guaramiranga, Baturité, Pacoti, Mulungu e outros da região; e a Rota Costa dos Ventos, que abrange dez municípios litorâneos.

Na Paraíba, são destacadas três experiências: o etnoturismo na Trilha dos Potiguara, no município de Baía da Traição; o Caminho das Ararunas, nas cidades de Araruna, Riachão de Araruna e Cuité; e os roteiros no Rio Paraíba, que passa por João Pessoa, Cabedelo e Santa Rita.

Em Pernambuco, o catálogo traz o Parque Nacional do Arquipélago de Fernando de Noronha como opção para o ecoturismo; o Parque Nacional do Vale do Catimbau, no município de Buíque, para quem deseja fazer turismo religioso e cultural; a Rota dos Manguezais do Rio Formoso; e a Biofábrica de Corais, em Porto de Galinhas.

No Piauí, são destacadas experiências no Museu da Natureza, localizado no Parque Nacional Serra da Capivara; no Quilombo Mimbó, comunidade tradicional com mais de 200 anos; e na Revoada dos Guarás, no Delta do Parnaíba, único delta em mar aberto das Américas.

No Rio Grande do Norte, a publicação apresenta o Geoparque Seridó, reconhecido pela Unesco; o afroturismo e o turismo gastronômico na comunidade quilombola Sibaúma e no Território Indígena Potiguara Katu; e o turismo de base comunitária na Rota das Ostras.

Em Sergipe, o catálogo apresenta o Complexo do Xingó, com roteiros de ecoturismo e turismo cultural; a Rota do Peixe-Boi Marinho, voltada ao turismo sustentável; e os Caminhos do Quilombo no povoado Mussuca, a maior comunidade quilombola do estado.

Segmentos, temporadas e foco em diversidade

As 24 experiências nordestinas contemplam segmentos variados, com predominância do turismo cultural, seguido do ecoturismo, do turismo de base comunitária, do afroturismo e da gastronomia. Algumas experiências estão inseridas em mais de uma categoria.

A publicação apresenta, ainda, indicações sobre as melhores épocas para visitação de acordo com o perfil climático de cada roteiro. Em geral, os destinos litorâneos e de turismo náutico são recomendados entre os meses de setembro e fevereiro, período com menor incidência de chuvas. Já experiências em áreas serranas ou de trilha, como na Chapada Diamantina (BA) ou no Maciço de Baturité (CE), são mais indicadas entre maio e agosto, quando o clima é mais seco e ameno.

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