
A Petrobras assinou contrato com a Engeman Engenharia e Manutenção para a prestação de serviços de operação e manutenção das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) e de Sergipe (Fafen-SE). As unidades, localizadas em Camaçari e Laranjeiras, devem retomar suas atividades até o fim deste ano, segundo informou a estatal nesta terça-feira (16).
O contrato tem duração de até cinco anos e prevê a geração de cerca de 800 empregos diretos e indiretos, com priorização da mão de obra local. O modelo operacional adotado é o O&M (Operação e Manutenção), com responsabilidade da empresa contratada sobre a gestão técnica e operacional das plantas.
A retomada das operações ocorre após o encerramento antecipado do contrato de arrendamento com a Unigel, firmado originalmente em 2019. A Unigel deverá concluir a desmobilização de suas equipes e a entrega das instalações no próximo mês.
Produção e abrangência contratual
Na unidade da Bahia, o contrato inclui a produção de amônia, ureia perolada e ARLA-32, além da operação dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias. Em Sergipe, serão produzidos amônia, ureia perolada e ureia granulada.
As duas fábricas estavam hibernadas desde 2018, foram arrendadas à Unigel em 2019 e tiveram suas operações interrompidas em 2023.
Reativação integra plano estratégico da Petrobras
As Fafens estão situadas em polos industriais estratégicos: Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE). De acordo com a Petrobras, a reativação dessas unidades integra o Plano Estratégico 2024–2028 e tem como objetivo ampliar a oferta interna de fertilizantes nitrogenados.
O Nordeste responde por cerca de 13% do consumo nacional de fertilizantes, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), mas apresenta baixa capacidade de produção instalada. Mais de 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados.
Cronologia da operação das Fafens
As Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe foram paralisadas em 2018, quando a Petrobras interrompeu suas atividades no setor. Em 2019, as unidades foram arrendadas à Unigel, como parte do programa de desinvestimento da estatal.
Em 2023, a Unigel suspendeu a produção, alegando inviabilidade econômica devido ao alto custo do gás natural. Em 17 de abril de 2025, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou um acordo para encerrar o contrato de arrendamento. No mês seguinte, em 9 de maio, a Petrobras prorrogou até 31 de maio de 2025 o prazo para que a Unigel formalizasse a assinatura. Após essa data, o acordo perderia validade.
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