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Caged: NE abre 18,7 mil vagas em abril, mas AL recua pelo 4º mês seguido

Região gera 18,7 mil postos em abril com Bahia liderando, segundo o Caged. Alagoas acumula retração de 12,2 mil vagas no ano, pior resultado entre os 27 estado
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  1. Nordeste cria 18,7 mil vagas em abril, com sete estados apresentando saldos positivos no mês.
  2. Bahia lidera geração de empregos regionais com 8,4 mil postos, seguida por Ceará e Pernambuco.
  3. Alagoas registra queda de 1,5 mil vagas em abril, pior resultado entre todos os estados brasileiros.
  4. Indústria de Transformação fecha 2,1 mil postos em Alagoas, causando retração pelo quarto mês consecutivo.
  5. Serviços e Construção Civil sustentam emprego no Nordeste, com destaque para Pernambuco, Bahia e Ceará.
Caged empregos Brasil N ordeste carteira assinada
Segundo os números do Caged, a criação de empregos no Brasil caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Foto: Gabriel Santana/Sedepe

O Nordeste gerou 18.714 postos de trabalho formal em abril de 2026, com sete dos nove estados registrando saldos positivos no mês. Os dados integram o resultado nacional de 85.888 empregos gerados no período, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (28). O resultado nacional decorreu de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos, com os Serviços e a Construção Civil respondendo pelos maiores saldos setoriais no país.

Na região, a Bahia liderou com 8.461 vagas, seguida por Ceará (3.509), Pernambuco (3.340), Paraíba (2.017), Maranhão (1.275), Sergipe (915) e Piauí (858). O Rio Grande do Norte registrou retração marginal de 156 postos (-0,03%). Alagoas encerrou abril com saldo negativo de 1.505 vagas (-0,34%), o pior desempenho da região no mês e o mais acentuado entre todas as 27 unidades da Federação.

Indústria derruba Alagoas pelo quarto mês consecutivo

A retração alagoana em abril teve origem concentrada na Indústria de Transformação, que registrou fechamento líquido de 2.096 postos no estado — o maior impacto negativo setorial do Nordeste no período. A Agropecuária contribuiu com mais 689 desligamentos líquidos.

Os Serviços (829) e a Construção Civil (531) amenizaram o resultado, mas não foram suficientes para reverter o saldo. No acumulado de janeiro a abril, Alagoas soma -12.185 vagas com variação relativa de -2,69% — o único estado nordestino no campo negativo no ano e o pior desempenho entre todos os estados brasileiros no período.

Construção e Serviços sustentam o restante da região

Os Serviços foram o principal vetor de geração de emprego no Nordeste em abril, com destaque para Pernambuco (6.248), Bahia (4.788) e Ceará (2.117). A Construção Civil respondeu pelo segundo maior saldo setorial regional, liderada por Bahia (3.124), Pernambuco (1.819) e Ceará (671). A Agropecuária ficou negativa em todos os nove estados nordestinos em abril, padrão associado ao período de entressafra em parte das culturas regionais.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, o Nordeste soma 70.137 postos formais com variação relativa de 0,89% em relação ao estoque do início do ano. A Bahia lidera o acumulado regional com 37.959 vagas, seguida por Ceará (15.691) e Pernambuco (8.648).

Caged: Brasil cria 85,9 mil postos de trabalho em abril

No plano nacional, o acumulado de janeiro a abril de 2026 totalizou 699.762 postos formais, resultado de 9.477.709 admissões e 8.777.947 desligamentos. O volume é inferior ao registrado no mesmo período de 2025 (913.827 vagas), queda explicada em parte pelo aumento de 2,0% nos desligamentos entre os dois períodos. Os Serviços lideraram o acumulado com 451.996 vagas, seguidos pela Construção (143.547) e pela Indústria geral (124.085). O Comércio foi o único grupamento com saldo negativo no ano, com retração de 26.614 postos.

No recorte por estado, São Paulo liderou a geração de empregos no acumulado com 202,4 mil vagas, seguido por Minas Gerais (78,6 mil), Santa Catarina (63,0 mil), Paraná (58,9 mil), Rio Grande do Sul (45,5 mil) e Goiás (43,5 mil). Entre os estados nordestinos, a Bahia figurou em 7º lugar no ranking nacional, com 38,0 mil vagas no período. Alagoas foi o único estado do país com saldo negativo no acumulado, com retração de 12.185 postos (-2,69%).

Em abril isoladamente, o país abriu 85.888 vagas — resultado positivo, mas abaixo de março (227.974) e de abril de 2025 (238.216), indicando arrefecimento no ritmo de geração de empregos no segundo quadrimestre. O estoque total de vínculos formais ativos no Brasil alcançou 47.810.425 em abril de 2026.

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