
O Nordeste gerou 18.714 postos de trabalho formal em abril de 2026, com sete dos nove estados registrando saldos positivos no mês. Os dados integram o resultado nacional de 85.888 empregos gerados no período, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (28). O resultado nacional decorreu de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos, com os Serviços e a Construção Civil respondendo pelos maiores saldos setoriais no país.
Na região, a Bahia liderou com 8.461 vagas, seguida por Ceará (3.509), Pernambuco (3.340), Paraíba (2.017), Maranhão (1.275), Sergipe (915) e Piauí (858). O Rio Grande do Norte registrou retração marginal de 156 postos (-0,03%). Alagoas encerrou abril com saldo negativo de 1.505 vagas (-0,34%), o pior desempenho da região no mês e o mais acentuado entre todas as 27 unidades da Federação.
Indústria derruba Alagoas pelo quarto mês consecutivo
A retração alagoana em abril teve origem concentrada na Indústria de Transformação, que registrou fechamento líquido de 2.096 postos no estado — o maior impacto negativo setorial do Nordeste no período. A Agropecuária contribuiu com mais 689 desligamentos líquidos.
Os Serviços (829) e a Construção Civil (531) amenizaram o resultado, mas não foram suficientes para reverter o saldo. No acumulado de janeiro a abril, Alagoas soma -12.185 vagas com variação relativa de -2,69% — o único estado nordestino no campo negativo no ano e o pior desempenho entre todos os estados brasileiros no período.
Construção e Serviços sustentam o restante da região
Os Serviços foram o principal vetor de geração de emprego no Nordeste em abril, com destaque para Pernambuco (6.248), Bahia (4.788) e Ceará (2.117). A Construção Civil respondeu pelo segundo maior saldo setorial regional, liderada por Bahia (3.124), Pernambuco (1.819) e Ceará (671). A Agropecuária ficou negativa em todos os nove estados nordestinos em abril, padrão associado ao período de entressafra em parte das culturas regionais.
No acumulado de janeiro a abril de 2026, o Nordeste soma 70.137 postos formais com variação relativa de 0,89% em relação ao estoque do início do ano. A Bahia lidera o acumulado regional com 37.959 vagas, seguida por Ceará (15.691) e Pernambuco (8.648).
Caged: Brasil cria 85,9 mil postos de trabalho em abril
No plano nacional, o acumulado de janeiro a abril de 2026 totalizou 699.762 postos formais, resultado de 9.477.709 admissões e 8.777.947 desligamentos. O volume é inferior ao registrado no mesmo período de 2025 (913.827 vagas), queda explicada em parte pelo aumento de 2,0% nos desligamentos entre os dois períodos. Os Serviços lideraram o acumulado com 451.996 vagas, seguidos pela Construção (143.547) e pela Indústria geral (124.085). O Comércio foi o único grupamento com saldo negativo no ano, com retração de 26.614 postos.
No recorte por estado, São Paulo liderou a geração de empregos no acumulado com 202,4 mil vagas, seguido por Minas Gerais (78,6 mil), Santa Catarina (63,0 mil), Paraná (58,9 mil), Rio Grande do Sul (45,5 mil) e Goiás (43,5 mil). Entre os estados nordestinos, a Bahia figurou em 7º lugar no ranking nacional, com 38,0 mil vagas no período. Alagoas foi o único estado do país com saldo negativo no acumulado, com retração de 12.185 postos (-2,69%).
Em abril isoladamente, o país abriu 85.888 vagas — resultado positivo, mas abaixo de março (227.974) e de abril de 2025 (238.216), indicando arrefecimento no ritmo de geração de empregos no segundo quadrimestre. O estoque total de vínculos formais ativos no Brasil alcançou 47.810.425 em abril de 2026.
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