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Desemprego cai para 5,1% e fecha 2025 no menor nível da história

​Expansão do setor de serviços e recorde na carteira assinada sustentam trajetória de queda do desemprego no Brasil
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Segundo a Pnad Contínua, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro é de 6,8%, 0,7 ponto percentual acima do trimestre móvel anterior Foto: Fotos Públicas
O nível de ocupação atingiu 59,1%, o patamar mais alto já registrado, enquanto a subutilização da força de trabalho caiu para 14,5%. Foto: Fotos Públicas

O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua série histórica, iniciada em 2012. A taxa de desemprego recuou para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, consolidando uma trajetória de queda que levou a média anual do indicador a 5,6%. Os dados da Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE, revelam que o país atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas, um avanço sustentado não pelo desalento, mas pela geração real de postos de trabalho.

​A dinâmica de 2025 marca uma ruptura com os anos de crise sanitária, quando o desemprego chegou a bater 14%. Diferentemente de ciclos anteriores, a melhora atual é acompanhada por indicadores de qualidade. O nível de ocupação atingiu 59,1%, o patamar mais alto já registrado, enquanto a subutilização da força de trabalho caiu para 14,5%.

Na prática, o mercado está absorvendo contingentes que antes estavam ociosos ou trabalhando menos horas do que o desejado. ​O motor dessa recuperação foi o setor de serviços, com destaque para segmentos de maior valor agregado, como tecnologia e finanças.

Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas do IBGE, observa que o movimento foi qualificado. “A trajetória de queda em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, afirma a especialista, destacando que a pressão por trabalho diminuiu devido à oferta efetiva de vagas.

​Carteira assinada e renda em patamares recordes

​A formalização do emprego privado deu um salto significativo no último ano, alcançando o teto histórico de 38,9 milhões de pessoas com carteira assinada. Trata-se de um acréscimo de 1 milhão de trabalhadores com vínculos formais em apenas 12 meses.

Em contrapartida, o trabalho doméstico e o emprego sem carteira apresentaram retração, sinalizando uma migração para postos de trabalho com maior proteção social e melhores salários.

​Essa melhora na qualidade das vagas impulsionou o rendimento médio real dos brasileiros para R$ 3.560, uma alta de 5,7% com relação a 2024. A massa de rendimento, que mede a soma de todos os salários pagos na economia, atingiu o recorde de R$ 361,7 bilhões.

O ganho de poder de compra foi disseminado, influenciado tanto pela ocupação em setores que exigem maior escolaridade quanto pela valorização do salário-mínimo, que serviu de piso para as atividades mais elementares.

​Para Beringuy, o crescimento do rendimento foi difundido por toda a população ocupada. “Atividades de informação, comunicação e administração pública concentram trabalhadores mais escolarizados e com rendimentos mais altos. Somado a isso, a valorização do salário-mínimo influenciou os segmentos menos formalizados”, explica a coordenadora do IBGE.

​Informalidade recua, mas segue estrutural

Apesar do avanço da formalidade, a economia brasileira ainda convive com uma taxa de informalidade de 38,1%. Embora o índice tenha caído frente aos 39% registrados em 2024, ele ainda representa 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria — o maior contingente da série. Esse patamar elevado é visto pelo IBGE como um traço estrutural, dada a dependência do mercado em relação ao comércio e serviços de baixa complexidade.

​O comércio, inclusive, foi o protagonista do último trimestre de 2025. Após um período de estagnação no terceiro trimestre, o setor recuperou fôlego no fim do ano com 299 mil novas ocupações, puxadas principalmente pelos segmentos de vestuário e calçados. Essa movimentação sazonal ajudou a derrubar a taxa de desocupação de 5,6% em setembro para os atuais 5,1% em dezembro.

​Perspectivas para o federalismo econômico

A consolidação desses números coloca o mercado de trabalho em um novo patamar de estabilidade para 2026. A queda consistente da subutilização e o recorde na massa salarial criam um ambiente favorável para o consumo interno e para a arrecadação de estados e municípios.

Com mais pessoas formalizadas e ganhando mais, a pressão sobre os serviços públicos de assistência tende a reduzir, enquanto o giro da economia ganha velocidade.

​O levantamento do IBGE, que visita mais de 211 mil domicílios trimestralmente, confirma que o país superou o trauma ocupacional do período 2020-2021. O desafio agora, segundo a análise técnica, é converter esse recorde de ocupação em produtividade e manter a trajetória de queda da informalidade, que ainda mantém quatro em cada dez trabalhadores fora da rede de proteção social.

Com informações da Agência Gov.

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dezembro fecha com perdas

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