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Nordeste perde 2,6 mil empregos formais e contraria tendência nacional

Enquanto todas as outras regiões criaram empregos em janeiro, o Nordeste fechou com a diminuição de 2.671 postos formais de trabalho, com Pernambuco registrando o pior saldo
carteira de trabalho Caged empregos
Segundo o Caged, o Nordeste foi a única região com saldo negativo no período do início deste ano. Foto: Agência Brasília/Divulgação

Enquanto todas as demais regiões do país registraram saldo positivo na geração de empregos formais em janeiro de 2025, o Nordeste contrariou a tendência e fechou o mês com saldo negativo de 2.671 postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados nesta quarta (26), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O desempenho da região foi impactado, principalmente, pelos estados de Pernambuco (-5.230), Ceará (-1.225) e Piauí (-966).

Das cinco regiões do Brasil, o Sul liderou a criação de empregos, com 65.712 novos postos de trabalho, seguido pelo Centro-Oeste (44.363), Sudeste (27.756) e Norte (1.932). O Nordeste foi a única região com saldo negativo no período.

O Brasil gerou 137.303 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro de 2025. O resultado, o melhor dos últimos três meses, é resultado da diferença entre 2,27 milhões de pessoas admitidas e 2,13 milhões de desligamentos em todo o país no período. Em relação ao estoque total de pessoas empregadas do país, o Brasil registra 47,3 milhões de empregos formais, crescimento de 3,6% em relação a janeiro do ano passado.

“São 137 mil postos formais gerados no mês, empregos que impulsionam a economia. Começamos o ano com geração de empregos de qualidade e queremos manter esse crescimento ao longo de 2025, com a expectativa de alcançar o patamar de 2024”, afirmou o ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego).

Segundo o Caged, o salário médio das admissões aumentou 4,12% de dezembro do ano passado para janeiro deste ano. O percentual corresponde a um acréscimo de R$ 89,02 no recebido pelos admitidos, resultando em um salário inicial de R$ 2.251,33.

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Desempenho por estado

Entre os estados nordestinos, apenas Bahia (+6.932 empregos) e Maranhão (+1.019 empregos) conseguiram apresentar saldo positivo no mês. A Bahia teve o melhor resultado da região, impulsionada pelo setor de serviços (+3.543 empregos) e pela construção civil (+2.158). O Maranhão também se destacou no setor de serviços (+1.530 empregos).

Por outro lado, Pernambuco registrou a maior perda de empregos da região, com saldo de -5.230 postos, impactado negativamente pela agropecuária (-1.832) e pelo comércio (-2.677). No Ceará, o comércio também foi o setor mais afetado, com um saldo negativo de -2.770 empregos, contribuindo para a perda total de 1.225 postos no estado.

Em Alagoas (-940 empregos), Sergipe (-913) e Paraíba (-720), os setores de agropecuária e indústria foram os mais impactados. No Rio Grande do Norte (-628 empregos), a agropecuária foi responsável pela maior queda (-620), enquanto o setor de construção apresentou crescimento (+781).

Setores mais afetados

No recorte setorial, o comércio foi o setor que mais perdeu empregos na maioria dos estados, com destaque negativo em Pernambuco (-2.677), Ceará (-2.770) e Piauí (-540). A indústria e a agropecuária também tiveram quedas expressivas, principalmente no Piauí (-220 e -230, respectivamente) e no Rio Grande do Norte (-192 e -620).

Já o setor de serviços foi o principal impulsionador do emprego, sendo responsável pelos maiores saldos positivos no Maranhão (+1.530), Bahia (+3.543) e Paraíba (+838). A construção civil também teve desempenho positivo em alguns estados, como Bahia (+2.158), Pernambuco (+1.048) e Rio Grande do Norte (+781).

Caged Nordeste janeiro 2025
Arte: Empregos no Brasil e no Nordeste janeiro de 2025 (Caged)

Tendências para os próximos meses

Os números de janeiro reforçam a dificuldade do mercado de trabalho nordestino em acompanhar a recuperação observada no restante do país. Com exceção da Bahia e do Maranhão, os estados da região sofreram com mais demissões do que contratações, principalmente no comércio e na agropecuária.

A expectativa para os próximos meses dependerá do desempenho desses setores e da retomada de investimentos em áreas estratégicas, como construção civil e serviços. O comportamento do mercado de trabalho no Nordeste continuará sendo um fator essencial para o crescimento econômico da região em 2025.

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