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Trump promete força extrema contra o Irã e minimiza alta da gasolina

​Em pronunciamento nacional, presidente dos EUA afirma que regime está sendo "desmantelado" e ignora protestos que tomam as principais cidades
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Apesar de afirmar que as forças navais e aéreas do Irã foram “esmagadas”, Trump não detalhou por que o Estreito de Ormuz, via por onde passam 20% do petróleo mundial, segue sob controle e restrição dos iranianos. Daniel Torok/White House

No seu primeiro pronunciamento oficial desde o início do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom contra o regime iraniano na noite desta quarta-feira (1º). Com mais de 30 dias de operação militar, o republicano afirmou que as forças americanas estão atingindo objetivos estratégicos e que a ofensiva deve ser intensificada drasticamente nas próximas semanas.

​”Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, declarou Trump em fala de aproximadamente 20 minutos.

Segundo o presidente, a mudança de regime, embora não fosse o plano inicial, tornou-se uma realidade devido à “morte de praticamente todos os líderes originais”.

Alvos estratégicos e o controle do petróleo

Apesar de afirmar que as forças navais e aéreas do Irã foram “esmagadas”, Trump não detalhou por que o Estreito de Ormuz, via por onde passam 20% do petróleo mundial, segue sob controle e restrição dos iranianos. O presidente minimizou a dependência americana da região e repassou a responsabilidade da segurança marítima aos aliados.

​”Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz, e não importarão no futuro. Não precisamos disso”, afirmou. Sobre o impacto no bolso dos americanos, Trump classificou a alta nos combustíveis como passageira.

“Muitos americanos têm se preocupado com o recente aumento no preço da gasolina. Esse aumento de curto prazo é resultado direto de ataques terroristas insanos do regime iraniano contra petroleiros comerciais.”

Comparação com conflitos históricos

Para justificar a continuidade da operação militar, Trump utilizou uma métrica comparativa com guerras passadas em que os EUA estiveram envolvidos. Ele citou que, enquanto conflitos como o do Vietnã e do Iraque duraram anos, a atual incursão tem pouco mais de um mês.

​”A Guerra do Vietnã durou 19 anos, 5 meses e 29 dias. Estamos nessa operação militar poderosa, estratégica, há 32 dias. E esse país foi devastado, deixando de ser uma ameaça relevante”, comparou o presidente, definindo a guerra como um “investimento no futuro” das próximas gerações.

Silêncio diante da crise interna e protestos

O discurso de vitória no campo de batalha contrasta com o cenário de instabilidade interna nos Estados Unidos. Trump optou por ignorar as centenas de manifestações que tomaram cidades como Nova York e Washington no último final de semana. Os protestos criticam não apenas o custo da guerra, mas também as políticas de deportação de imigrantes.

​Com apenas um terço de aprovação popular, de acordo com pesquisas recentes, o presidente enfrenta sua pior crise de popularidade desde o início do segundo mandato. Enquanto Trump foca nos alvos estratégicos em usinas de energia iranianas, a pressão popular nas ruas americanas sinaliza um desgaste crescente com a condução do conflito e da política interna.

Com informações da Agência Brasil.

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