
O foguete Space Launch System (SLS), da NASA, foi lançado com sucesso nesta quarta-feira, às 18h20 (horário de Brasília), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A bordo, a espaçonave Orion transporta os astronautas Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
A missão Artemis II marca um novo avanço no programa lunar norte-americano e prevê uma jornada de aproximadamente 10 dias ao redor da Lua e retorno à Terra. Trata-se do primeiro voo tripulado do programa Artemis, com o objetivo de testar sistemas essenciais para futuras missões de exploração mais profunda.
De acordo com a NASA, logo após o lançamento, a espaçonave Orion executou com sucesso a abertura completa de seus quatro painéis solares, etapa fundamental para garantir o fornecimento de energia durante toda a missão. Acoplados ao Módulo de Serviço Europeu, os painéis atingem cerca de 19 metros de envergadura quando totalmente estendidos e possuem aproximadamente 15 mil células solares cada, capazes de acompanhar o movimento do Sol para maximizar a geração de eletricidade.
Ainda segundo a agência, os próximos marcos operacionais incluem manobras para elevar o perigeu e o apogeu da órbita da Orion. Essas etapas são essenciais para ajustar a trajetória da espaçonave e prepará-la para a transição rumo ao espaço profundo, em direção à órbita lunar.
A missão Artemis II, conduzida pela NASA, tem forte relevância histórica e estratégica ao ocorrer mais de 50 anos após as missões do programa Apollo levarem o ser humano à Lua — marco iniciado com a Apollo 11, em 1969.
Do ponto de vista histórico, a Artemis II simboliza a retomada das missões tripuladas além da órbita terrestre baixa, algo que não acontece desde 1972. Isso representa uma nova fase da exploração espacial, agora com tecnologias mais avançadas, maior capacidade de permanência no espaço e foco em sustentabilidade das missões.
Importância da Artemis II
Sob a ótica estratégica, a importância da missão está em três pilares principais:
1. Validação tecnológica
A Artemis II é um voo de teste tripulado. Ela permitirá validar sistemas críticos do foguete SLS e da cápsula Orion em condições reais, etapa essencial antes de pousos lunares futuros.
2. Retomada da presença humana no espaço profundo
Após décadas concentradas na Estação Espacial Internacional, a missão marca o retorno da exploração humana ao espaço profundo, abrindo caminho para uma presença contínua na órbita lunar.
3. Base para futuras missões e economia espacial
A missão é parte de uma estratégia mais ampla que inclui futuras operações na superfície lunar (como a Artemis III) e até missões a Marte. Além disso, reforça o desenvolvimento da chamada economia espacial, com participação de empresas privadas e parcerias internacionais.
A Artemis II inaugura uma nova etapa da exploração espacial, com objetivos científicos, tecnológicos e econômicos mais amplos e de longo prazo.
*Com informações da NASA
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