
O mercado brasileiro de manutenção de equipamentos médicos de alta complexidade vive um momento de forte expansão, impulsionado pelo avanço da tecnologia hospitalar, pela digitalização da saúde e pela necessidade crescente de garantir segurança operacional em hospitais e clínicas.
A expectativa é que o setor alcance receita de US$ 2,16 bilhões até 2028 no Brasil, com crescimento médio anual de 7,4%, segundo dados da Grand View Horizon, maior portal do mundo para relatórios e estatísticas do mercado. O segmento inclui serviços de assistência técnica, reparo, monitoramento e manutenção preventiva de aparelhos como ressonâncias magnéticas, PET-CTs, tomógrafos e gama câmaras.
“Essa expansão ocorre em um cenário em que a interrupção de exames e falhas em equipamentos podem provocar prejuízos milionários às instituições de saúde, além de impactar diretamente diagnósticos e atendimentos”, diz o sócio-diretor da M.R. Tech, Nogueira Neto. De acordo com ele, a manutenção hospitalar deixou de ser apenas um suporte técnico para se tornar uma área estratégica dentro das operações médicas.
“Hoje, hospitais e clínicas precisam de disponibilidade máxima dos equipamentos e respostas rápidas para evitar prejuízos financeiros e atrasos em diagnósticos. A manutenção passou a ocupar papel central na sustentabilidade das instituições de saúde”, afirma.
Especializada em manutenção de equipamentos de diagnóstico por imagem de alta complexidade, a M.R. Tech completa 11 anos de atuação consolidada entre as principais empresas brasileiras do setor, ocupando atualmente a terceira posição no mercado nacional.
A companhia, de origem cearense, atua em todos os estados brasileiros e também em parte da América Latina. Além da assistência técnica, desenvolveu soluções próprias de software, sistemas de monitoramento de criogenia e um laboratório voltado à manutenção eletrônica de alta complexidade.

Expansão nacional e centro logístico em Pernambuco
Para acompanhar o crescimento do mercado, a empresa intensificou seu plano de expansão nos últimos anos. Apenas no último ano, a M.R. Tech investiu mais de R$ 2 milhões na ampliação da base técnica e na abertura de novas operações em São Paulo e na Bahia.
A empresa também conta com um centro logístico em Pernambuco, equipamento considerado estratégico para fortalecer a operação no Nordeste e acelerar o atendimento técnico na região.
Com crescimento médio de 30% ao ano há oito anos consecutivos, a companhia aposta agora na ampliação da presença nacional e no avanço para mercados internacionais.
Segundo Nogueira Neto, o setor acompanha uma tendência global de monitoramento remoto de equipamentos em tempo real, integração digital e manutenção preditiva, fatores que vêm transformando a gestão hospitalar.
“A preocupação dos hospitais não está apenas na reposição de peças. Existe uma demanda crescente por inteligência operacional, prevenção de falhas e redução de paradas não planejadas”, destaca.
Estimativas do setor apontam que interrupções inesperadas em equipamentos hospitalares podem representar perdas de até 20% do faturamento de instituições de saúde.
Tecnologia e segurança impulsionam mercado
O crescimento do setor acompanha o aumento da complexidade tecnológica dos equipamentos médicos utilizados no país. Exames de imagem dependem de máquinas altamente sofisticadas, que exigem monitoramento contínuo, mão de obra especializada e manutenção preventiva rigorosa.
Além do impacto financeiro, a indisponibilidade desses equipamentos pode comprometer diagnósticos, atrasar tratamentos e afetar diretamente a segurança dos pacientes.
Nesse contexto, empresas especializadas vêm ganhando espaço em um mercado cada vez mais estratégico para a cadeia da saúde, combinando engenharia, tecnologia, logística e inteligência operacional para garantir funcionamento contínuo das estruturas hospitalares.
Cenário global
O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência global de crescimento da manutenção hospitalar especializada. Segundo dados da Grand View Horizon, o mercado internacional de manutenção de equipamentos médicos movimentou US$ 38,9 bilhões em 2021 e deve alcançar US$ 65,3 bilhões até 2028, com taxa média de crescimento anual de 7,7%.
O cenário reforça a expansão da demanda por serviços de manutenção preventiva, monitoramento remoto, engenharia clínica e suporte técnico de alta complexidade, especialmente em equipamentos de diagnóstico por imagem. “A projeção também evidencia como a confiabilidade operacional dos aparelhos médicos passou a ser considerada estratégica para a sustentabilidade financeira e assistencial das instituições de saúde”, diz Nogueira.
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