Anbiotec se aproxima da Hemobras de olho em cooperação tecnológica

A Anbiotec tem 65 associadas, incluindo indústrias e instituições como o Cetene
Presidente da Anbiotec, Vanessa Silva, diz que a Hemobrás pode ser uma instituição âncora para o desenvolvimento tecnológico da região. Foto: Divulgação

A retormada das obras da Hemobrás com a possibilidade de uma linha de produção ficar pronta em dezembro está chamando a atenção de empresas de biotecnologia que podem desenvolver, posteriormente, parcerias tecnológicas com a estatal. “Começamos as conversas com a finalidade de perceber como podemos fazer uma cooperação tecnológica, no futuro,  entre as indústrias que representamos e a Hemobrás”, afirma a  presidente da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia (Anbiotec Brasil), Vanessa Silva.

Para ele, a Hemobrás pode ser uma instituição âncora no desenvolvimento tecnológico da região. Vanessa veio ao Recife participar da Hospital Med, que acontece no Centro de Convenções de Pernambuco até esta sexta-feira (27). Uma parte da programação é voltada para biotecnologia e inovação.

Vanessa fez uma visita a diretoria da Hemobrás nas instalações da estatal em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco. A Anbiotec tem como associadas 65 empresas e institutos de biotecnologia e ciências da vida, incluindo o Centro de Tecnologia do Nordeste (Cetene)e a Renorbio, que conta com a participação de várias universidades do Nordeste. Algumas das empresas associadas à Anbiotec desenvolvem testes para detecção de doenças e utilizam o plasma para fazer a validação dos testes e, atualmente, usam o plasma importado para fazer a validação destes testes. O plasma é uma das matérias-primas que vai ser utilizado pela Hemobrás.

“Algumas tecnologias vieram para o mercado com força depois da pandemia. E estes testes permitem a validação de doenças de forma mais rápida e barata”, comenta Vanessa. Ela argumenta que estes testes rápidos podem ser usados para detectar várias doenças, como por exemplo HIV (Aids), câncer de próstata, hanseníase, entre outras.  “A sociedade tem que ter acesso ao diagnóstico preventivo com o custo menor. Todos os testes fabricados pelos nossos associados são de altíssima qualidade e validados pela Anvisa”, diz Vanessa. 

Desde abril de 2021, a Anbiotec assinou um acordo de cooperação técnica com a Secretaria Estadual de Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco com a finalidade de  articular a relação entre empresas e instituições de ciência e tecnologia e promover o desenvolvimento de projetos para transferência e difusão de tecnologias. O documento tem vigência até 2026.

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Hemobras e a biotecnologia

A Hemobrás planeja inaugurar a linha de produção de biotecnológicos, em dezembro próximo, que vai fazer, de forma sintética, recombinantes, como o fator 8, medicamento usado no tratamento de hemofilia. 

Além da linha de biotecnológicos,  a estatal vai concluir a fábrica de hemoderivados, que está com 80% de execução. A previsão é de que a mesma seja concluída em 2025.

Tanto a linha de produção de hemoderivados como a de biotecnológicos podem atrair novos parceiros de desenvolvimento tecnológico. “Há atualmente um entendimento de que o País tem que ser mais tecnológico, mais independente e sustentável”, comenta Vanessa. Isso significa desenvolver mais produtos na área de saúde sem ter que depender tanto do exterior.

Atualmente, a Hemobrás recolhe e faz o processo de gestão de plasma dos hemocentros públicos. Este plasma é exportado para a Áustria, Alemanha e França, onde é feito o beneficiamento da matéria-prima, que volta ao Brasil depois de passar pelo beneficiamento.  A expectativa é de que a linha de produção de hemoderivados seja finalizada em 2025. 

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