quinta-feira, 18/04/2024

Grupo cearense expande produção de semijoias em São Paulo

O banho de ouro na semijoias folheadas é um dos diferenciais dos produtos do grupo.
Grupo Roma
Fabrica do Grupo Roma em Limeira/Foto: divulgação


O Grupo Roma está investindo R$ 15 milhões para ampliar a sua fábrica de semijoias em Limeira (SP), inaugurada em meados no ano passado. Com a ampliação, a produção deve saltar de 200 mil peças ano para 600 mil peças.

O empresário cearense Henrique Lima, fundador do Roma, explica que com o investimento a unidade saltará de mil metros quadrados para 7 mil m². A expansão atende ao planejamento de abrir lojas da marca em outros estados.

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O Grupo conta com 10 lojas e a meta é chegar ao fim do ano com mais 50 unidades. “Nossas lojas se concentram no Ceará e Goiás. Agora vamos expandir, principalmente pelo Nordeste, nossa região de origem”, anuncia Lima.

Henrique Lima
Henrique Lima, fundador do Grupo Roma/foto: divulgação

Há 30 anos, Henrique Lima trabalha com joias. Começou comercializando marcas diversas. Nessa jornada, ele conheceu fornecedores e fabricantes nacionais e internacionais, o que lhe inspirou a conceber um novo modelo de negócio, com foco em produção própria.

É na Coréia do Sul onde ele encontra as melhores pedras e acetatos para compor suas peças. “A semijoia folheada a ouro tem sofrido no Brasil. Sua qualidade tem caído muito e queremos mudar isso. Temos investido em revestimento com maior qualidade”, explica.

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Diferencial

O banho de ouro é um dos diferenciais dos produtos do grupo. “Não há no mercado joias folheadas com camadas de 15 milésimos – a média tem sido de 5 milésimos. Usamos ouro 18. Nossas peças possuem 15% de ouro”, explica o empresário

A escolha por Limeira se deve ao polo produtor de joias que há no município, o que ajuda tanto na contratação de mão de obra especializada, como na redução de custos com aquisição de matéria-prima.

Com a expansão, o Grupo Roma deve gerar mais empregos. Hoje, a fábrica emprega 300 pessoas e deve passar para 400. Mas é na venda direta que está o maior volume de vagas. São cerca de 5 mil pessoas revendendo as peças da marca em diversas cidades. “Esse é um segmento que tem ajudado muita gente a fazer renda”, diz o empresário.

Joia
Joia do Grupo Roma/Foto: divulgação

Vivendo de semijoias

Um exemplo é Luís Carlos Lopes, de 56 anos, que decidiu trabalhar como revendedor das semijoias folheadas há mais de vinte anos. Na época, ele passava por um momento de extrema dificuldade financeira, e mal tinha dinheiro para pagar o aluguel de um quarto em Caucaia, município vizinho a Fortaleza, por R$ 20 ao mês.

Com o cartão de crédito emprestado de um amigo, ele comprou as primeiras peças e começou a trabalhar. Os dois primeiros anos foram difíceis, mas Luís acabou por criar uma estratégia de vendas. “Quando mudei meu modo de trabalhar, as coisas começaram a melhorar. Cada dia tenho uma rota, e já saio com pelo menos 15 clientes certas para atender”, revela.

semijoias
Luís Carlos Lopes vende semijoias há mais de 20 anos/Foto: divulgação Grupo Roma

Luís hoje fatura bruto de cerca de R$ 60 mil mensais. Comprou não apenas o quarto que alugava, como todos os outros cinco da vila e a casa da proprietária. Derrubou tudo e construiu a casa de 500 m² onde vive com a família, além de imóveis que alugar.

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