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PE entrega laboratórios para formar mão de obra no polo têxtil em 10 cidades

Governo entrega laboratórios em dez municípios para ampliar qualificação do polo têxtil. Projeto do PE Produz prevê 143 cursos e mais de 5.700 horas de formação técnica
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  1. Governadora entrega laboratórios de capacitação em dez municípios pernambucanos para o setor têxtil.
  2. Iniciativa oferece cursos gratuitos de corte, costura, modelagem e gestão da qualidade industrial.
  3. Projeto investiu R$ 486 mil em 130 equipamentos industriais para apoiar pequenos empreendedores.
  4. Programa prevê 143 cursos e mais de 5.700 horas de capacitação técnica em dez meses.
  5. Ação prioriza mulheres e cidades com menor presença industrial para fomentar empreendedorismo regional.
Equipamentos foram entregues a 10 municípios para desenvolvimento do polo têxtil – Foto: Hesíodo Góes/Secom

A falta de mão de obra qualificada tem sido apontada por empresários do polo têxtil e de confecções como um dos principais entraves enfrentados pela cadeia em Pernambuco. Com o objetivo de enfrentar esse gargalo, a governadora Raquel Lyra (PSD) entregou, nesta quarta-feira (27), laboratórios de capacitação e prototipagem para dez municípios pernambucanos. A iniciativa que une qualificação profissional, estímulo ao empreendedorismo e fortalecimento dos arranjos produtivos locais.

Os novos espaços vão oferecer cursos gratuitos de corte e costura industrial, modelagem, gestão da qualidade e desenvolvimento de produtos, além de funcionar como ambientes de inovação para pequenos empreendedores. A ação integra o programa PE Produz, coordenado pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), e prevê a realização de 143 cursos e mais de 5.700 horas de capacitação técnica ao longo de dez meses.

A ação recebeu investimento de R$ 486 mil para aquisição de 130 equipamentos, entre máquinas industriais, mesas de corte e insumos têxteis. Considerando as contrapartidas, o valor total do projeto chega a R$ 715,7 mil. Os equipamentos serão instalados nas cidades de Belém de Maria, Buenos Aires, Camaragibe, Carnaíba, Catende, Chã Grande, Glória do Goitá, Poção, Tacaratu e Tracunhaém.

O setor têxtil e de confecções é considerado um dos mais relevantes da economia pernambucana, com presença em mais de 60 municípios e cerca de 400 mil pessoas envolvidas direta e indiretamente na cadeia produtiva.

Foco em mulheres e empreendedorismo regional

A iniciativa prioriza cidades com menor presença industrial e tem foco especial na inclusão produtiva de mulheres, que representam a maior parte da força de trabalho do setor confeccionista. A coordenação pedagógica e a execução das trilhas de capacitação ficarão sob responsabilidade do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE).

Segundo o diretor-presidente da entidade, Pedro Miranda, os municípios foram selecionados a partir de um mapeamento técnico. “Realizamos um mapeamento de onde estes laboratórios seriam ideais para atuar como polos de inovação, nos quais os moradores terão acesso a equipamentos modernos para o desenvolvimento e prototipagem de novos produtos, fomentando o empreendedorismo regional”, disse.

Qualificação para o polo têxtil

Durante a solenidade de entrega, a governadora destacou que a iniciativa busca ampliar oportunidades de emprego e renda, especialmente em municípios fora da Região Metropolitana do Recife.

“Estes equipamentos e laboratórios darão às pessoas nas comunidades a chance de aperfeiçoamento e crescimento profissional, fortalecendo nosso setor têxtil, além dos setores de produção e confecção. Nós temos um desafio nos dias atuais, que é a falta de mão de obra qualificada, mas isso vai deixar de ser um impedimento, com a capacitação e expansão do nosso mercado local”, disse a governadora.

A diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade, destacou o impacto social da iniciativa, especialmente em municípios com menor dinamismo industrial. “Esses laboratórios representam um investimento estratégico em qualificação profissional, inovação e inclusão produtiva”, completou.

Expansão da qualificação mira demanda da indústria

Segundo o diretor-presidente do NTCPE, Pedro Miranda, a ampliação dos laboratórios surge a partir de uma demanda identificada nos próprios municípios e também do crescimento da necessidade de profissionais qualificados por parte da indústria confeccionista pernambucana. O tema, inclusive, esteve no centro das discussões realizadas na última segunda-feira (25), durante reunião da governadora Raquel Lyra com representantes do setor produtivo, prefeitos, parlamentares e lideranças empresariais.

De acordo com ele, cidades contempladas pelo projeto já demonstravam potencial para atuar como fornecedoras de mão de obra para o setor, mas ainda enfrentavam limitações na oferta de qualificação técnica. “Esses laboratórios foram uma demanda de prefeitos, secretários de desenvolvimento e empresários que identificam que esses municípios têm capacidade de se formalizar e de ofertar mão de obra para a indústria pernambucana”, afirmou.

Pedro Miranda destacou ainda que o NTCPE já desenvolve ações semelhantes em municípios como Passira e Salgadinho, mas reconhece que a procura por capacitação supera a estrutura atualmente disponível. “A gente faz microcursos de 15 dias, um mês, com turmas pequenas, mas isso ainda não atende à necessidade da indústria. Precisamos ampliar e incrementar essas ações porque a demanda é muito maior”, disse.

Leia também: Grupo de trabalho busca salvar polo têxtil da “taxa da blusinha”

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