Leilão de terminal do Porto de Suape é aguardado para esta semana

São esperados investimentos da ordem de R$ 59,8 milhões em Suape, fora os recursos decorrentes do arrendamento anual

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Por Patrícia Raposo

A semana será marcada pelo leilão para novo arrendamento do Terminal de Granéis Sólidos de Suape (TGSS), localizado na retroárea do Cais 5, um espaço de 72 mil metros quadrados.  A nova operação é aguardada pela administração portuária não só pelos investimentos previstos, mas porque irá garantir que Suape consiga diversificar ainda mais a sua movimentação de carga. 

O terminal a ser licitado vinha sob contrato de transição desde junho do ano passado com a empresa pernambucana M&G São Caetano, após a devolução da área pela Agrovia do Nordeste, em 2019. Ele foi projetado para movimentar e armazenar granéis vegetais e minerais, e carga geral. A área está localizada no porto interno de Suape, na margem oposta ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS).

O leilão acontecerá na próxima quarta-feira, dia 30 de março, na B3, em São Paulo (SP), e o valor mínimo de outorga será de R$ 1,00.  São esperados investimentos da ordem de R$ 59,8 milhões, fora os recursos decorrentes do arrendamento anual, estimado R$ 3,2 milhões, e da movimentação de cargas – R$ 5,51 por tonelada movimentada.

Suape Cais 5
Cais 5 de Suape e sua retroárea que vai a leilão dia 30 de março/Foto: divulgação

“Parte do investimento (R$ 59,8 milhões) vai para infraestrutura e outra parte volta para a Agrovia, pelos investimentos que foram feitos na retroaria, uma espécie de ‘luva’”, explica Paulo Coimbra, diretor de Gestão Portuária.

Os investimentos esperados pela futura arrendatária devem dotar o terminal de capacidade estática mínima total de 12 mil toneladas, além da aquisição de sistemas de recepção rodoviária, sistema transportador de correias e equipamentos equivalentes para garantir a produtividade (prancha média geral) de 549 t/h (toneladas por hora) e 128 t/h, para a movimentação de coque de petróleo e açúcar ensacado, respectivamente.

“Com este novo arrendamento, Suape vai dar um passo importante para diversificação de cargas e aumento significativo na movimentação portuária. O porto terá incremento na exportação e importação de vários tipos de granéis sólidos. É um investimento importante, que vai gerar novos negócios para Suape e empregos para a região. Esse processo também faz parte do nosso projeto de modernização dos cais e píeres, em curso desde o ano passado”, pontua o diretor-presidente da estatal, Roberto Gusmão.

Regularizado e cumprindo todas as exigências de licenciamento ambiental, o TGSS está apto ao armazenamento de açúcar e granéis diversos, como soja, farelo de soja, trigo, milho, malte, cevada, arroz, feijão, farinha, cereais, coque de petróleo e fertilizantes, por meio da operação do shiploader, equipamento portuário utilizado no transporte de granéis dos armazéns para os navios.

Segundo Paulo Coimbra, o arrendamento levará um incremento de 570 mil toneladas ao porto no primeiro ano. O prazo contratual será de 25 anos, com celebração de contrato previsto neste ano e início das operações em 2024.

Resultado de Suape em 2021

Hoje Suape movimenta cerca de 22,1 milhões de toneladas e fechou o ano de 2021 com crescimento de 11,52% em sua receita líquida, fruto da diversificação de cargas e da atração de investimentos, apesar dos desafios provocados pela covid-19. O incremento resultou na arrecadação de R$ 261,6 milhões no ano passado, contra R$ 234,6 milhões em 2020.

Além desde arrendamento, há outros projetos importantes em curso no porto. “Temos investimentos previstos, para os próximos cinco anos, de cerca de R$ 35 bilhões. Para que esses recursos cheguem, precisamos avançar com a dragagem do porto, que permitirá a instalação do terminal de minérios, com a Transertaneja e com a consolidação do segundo trem de refino da Refinaria Abreu e Lima (Rnest). Esses três grandes projetos transformarão Suape em um dos três principais portos públicos do Brasil, triplicando a movimentação de cargas. A expectativa é passar de 22,1 milhões de toneladas por ano para 80 milhões em pouco tempo”, pontua Roberto Gusmão.

Paulo Coimbra, diretor de Gestão Portuária, fala da Transertaneja, a ferrovia que pode dobrar a movimentação de carga no Porto de Suape

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