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MME publica plano para reforçar confiabilidade energética no Nordeste

Três novos compensadores síncronos serão instalados em subestações de 500 kV no Rio Grande do Norte para garantir estabilidade e evitar queda de energia no Nordeste
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Subestação Assu III, no Rio Grande do Norte, receberá dois compensadores síncronos, segundo plano para o Nordeste divulgado pelo Ministério de Minas e Energia. Foto: Assú Transmissora/Divulgação

O Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou a quarta emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) de 2024, com foco na expansão e modernização da infraestrutura elétrica no Nordeste. O plano prevê a instalação de três novos compensadores síncronos na região, essenciais para regular a tensão e garantir a estabilidade da rede elétrica, fortalecendo a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Os equipamentos funcionarão nas subestações 500 kV de Açu III e João Câmara III, no Rio Grande do Norte.

A decisão se baseia nos estudos do Plano de Ampliações e Reforços (PAR/PEL) 2024, conduzidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O MME classificou a implementação dos novos equipamentos como prioridade imediata, considerando o crescimento da geração renovável na região e a necessidade de mitigar oscilações na rede.

Os compensadores síncronos são dispositivos projetados para regular a tensão e fornecer potência reativa, contribuindo diretamente para a estabilidade do sistema elétrico. Eles operam como máquinas síncronas conectadas à rede elétrica, sem estar ligadas a uma carga mecânica, e ajustam continuamente a tensão, injetando potência reativa quando há quedas e absorvendo-a quando a tensão está elevada.

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Assú Transmissora investiu R$ 113 milhões na construção da subestação Assu III. Foto: Engetecnica Engenharia e Construção/Facebook

Além disso, desempenham um papel fundamental na estabilidade da frequência do sistema, reduzindo oscilações repentinas na geração e consumo de energia, o que melhora a qualidade da eletricidade fornecida. Essas características são essenciais para manter o equilíbrio da rede e evitar falhas que possam comprometer equipamentos elétricos.

As novas instalações fazem parte de uma estratégia coordenada entre MME, ONS e Empresa de Pesquisa Energética (EPE), visando segurança operacional e modicidade tarifária. Com a expansão da geração renovável, principalmente solar e eólica, o uso desses equipamentos torna-se ainda mais relevante, pois ajudam a compensar as variações naturais dessas fontes.

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Plano do MME prevê a construção de novas linhas de transmissão nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba, com um investimento total estimado em R$ 300 milhões para o Nordeste. Foto: MME/Divulgação

Novas linhas de transmissão no Nordeste

O plano também prevê a ampliação da transmissão de energia no Nordeste. Entre as ações planejadas, está a construção de 6.600 km de novas linhas de transmissão e subestações, fundamentais para integrar a energia renovável à rede nacional. Serão construídas novas linhas de transmissão nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba, com um investimento total estimado em R$ 300 milhões.

As novas infraestruturas serão licitadas ao longo de 2025, permitindo a participação do setor privado no desenvolvimento da rede elétrica e garantindo um aumento significativo na capacidade de escoamento da energia gerada na região.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a modernização da transmissão elétrica é fundamental para atender à crescente demanda do setor e garantir a segurança energética do país. “O planejamento do setor elétrico é essencial para o crescimento do país. Estamos garantindo que o Nordeste, com sua forte vocação para fontes renováveis, tenha a infraestrutura necessária para integrar essa energia de forma eficiente ao SIN”, afirmou.

*Com informações da Agência Brasil

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