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FMI eleva projeção e prevê crescimento de 2,4% para o PIB do Brasil em 2026

Fundo Monetário Internacional aponta resiliência da economia brasileira e faz segunda maior revisão positiva do G20, prevendo alta de 2,2% para 2027
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  1. FMI eleva projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2,4% em 2026, com revisão positiva
  2. Brasil apresenta segunda maior revisão positiva de crescimento entre economias do G20 neste ano
  3. Potencial de expansão econômica brasileira alcança 2,5% no médio prazo, acima das estimativas de mercado
  4. FMI valida estratégia fiscal do governo e reconhece estabilização da dívida pública brasileira
  5. Setor financeiro permanece resiliente com riscos sistêmicos contidos, recomenda supervisão aprimorada
PIB economia Brasil Banco Mundial
No cenário internacional entre as grandes economias, o Brasil aparece como uma das poucas nações nas quais o PIB per capita atual se encontra acima da trajetória estimada antes do período da pandemia. Foto: Agência Gov/Reprodução

​O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou seus principais relatórios sobre o país nesta quinta-feira (23) e elevou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,4% neste ano. O estudo também revisou para cima a projeção de expansão da economia nacional para o ano que vem, quando o indicador deve alcançar 2,2%.

​A nova avaliação coloca o Brasil com a segunda maior revisão positiva entre todas as economias que integram o G20. Os dados fazem parte do relatório de supervisão anual previsto no Artigo 4º do Acordo Constitutivo do Fundo e do Financial System Stability Assessment (FSSA), documento dedicado à análise do sistema financeiro.

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Potencial de expansão supera estimativas do mercado

​Para o médio prazo, o FMI calcula que o potencial de crescimento da economia brasileira é de 2,5%, patamar substancialmente acima das estimativas calculadas pelo mercado financeiro. A análise destaca a capacidade de reação do país diante de uma sequência de choques globais registrados nos últimos anos.

​No cenário internacional entre as grandes economias, o Brasil aparece como uma das poucas nações nas quais o PIB per capita atual se encontra acima da trajetória estimada antes do período da pandemia. A aprovação final dos relatórios pela Diretoria Executiva do FMI ocorreu no dia 20 de julho.

​Estabilização da dívida pública e setor financeiro

​A análise do órgão internacional aborda as contas públicas e valida a estratégia fiscal elaborada pelo governo. O relatório reconhece que a trajetória de consolidação proposta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, apresentado em abril, levará à estabilização da dívida pública.

​Em relação à saúde dos bancos e instituições financeiras, o estudo FSSA confirma que o setor permanece resiliente e mantém os riscos sistêmicos contidos. No entanto, o texto técnico do Fundo recomenda que as autoridades priorizem o reforço da supervisão e aprimorem os mecanismos de gestão de crises.

​Reformas estruturais e comércio exterior

Na avaliação sobre produtividade e ambiente de negócios, o FMI indica caminhos para impulsionar a economia. A entidade avalia que a continuidade da implementação da reforma tributária e a adoção de medidas para fortalecer o ambiente de negócios podem ajudar a alavancar os investimentos no país.

​O levantamento do Fundo também destaca que o Brasil tem trabalhado ativamente para ampliar a integração comercial com o mercado internacional, dando ênfase para a conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O relatório confirma que o perfil do comércio exterior brasileiro é diversificado e resistente a oscilações externas.

​Durante a aprovação dos documentos, os representantes dos países membros ressaltaram os esforços das autoridades brasileiras e o compromisso com a meta de longo prazo.

“Saudaram seu compromisso com a melhora da posição fiscal no médio prazo”, destacaram os diretores, que também reforçaram o compromisso do Brasil com o multilateralismo e o importante papel do país na promoção de um sistema internacional de comércio aberto e baseado em regras.

Com informações da Agência Gov.

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