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Recife tem maior variação do país na prévia do IPCA-15 de fevereiro

Segundo o IBGE, prévia do IPCA-15 mostra queda na alimentação dentro e fora do domicílio, na comparação com janeiro. Mas índice geral sobe, sob influência de preços em habitação
Da Redação ME
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Segundo o IBGE, os preços para comer em casa ou em restaurante começam a recuar em fevereiro, com queda de 0,37 ponto percentual na comparação com janeiro, impactando no índice do IPCA-15. Foto: ANR/Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia oficial da inflação no Brasil, apresentou alta de 1,16% em fevereiro de 2025. A cidade do Recife registrou a maior variação do país, com avanço de 1,76%, refletindo a pressão dos grupos Habitação e Educação. Entre as capitais pesquisadas, as menores taxas foram observadas em Salvador (0,76%) e Belém (0,95%). Os resultados completos foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (25).

Apesar do cenário geral de alta, a inflação dos alimentos apresentou uma desaceleração, com uma redução média de 0,41% no país. Essa queda foi impulsionada pela baixa nos preços de itens como batata-inglesa (-8,17%), arroz (-1,49%) e frutas (-1,18%).

Em contrapartida, a energia elétrica residencial registrou forte alta de 16,33%, puxada especialmente pela bandeira tarifária vigente. O grupo Educação também impactou o índice com um aumento expressivo de 4,78%, típico desse período do ano, devido ao reajuste das mensalidades escolares.

Maior IPCA-15 de fevereiro desde 2016

Comparando apenas os meses de fevereiro, o resultado de 2025 é o maior desde 2016, quando o IPCA-15 marcou 1,42%. Em fevereiro do ano passado, a prévia fico em 0,78%. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma 4,96%, acima da meta do governo de, no máximo 4,5%. Em janeiro, esse acumulado se encontrava no teto da meta.

Dos nove grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE, sete apresentaram alta. A maior pressão veio do grupo habitação, que subiu 4,34%, contribuindo com 0,63 ponto percentual (p.p.) do IPCA-15.

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Dentro da habitação, a vilã foi a conta de luz, que subiu 16,33%, impactando o índice em 0,54 p.p. O que explica esse aumento é o desconto que as contas de luz dos brasileiros receberam em janeiro, o chamado Bônus Itaipu, que derrubou o custo no mês passado (-15,46%).

Uma vez que o desconto não se repetiu em fevereiro, o efeito estatístico com a base de comparação baixa mostra uma inflação alta na comparação entre janeiro e fevereiro.

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