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Prévia do PIB: economia cresce 3,8% em 2024, aponta IBC-Br

Índice de Atividade Econômica do Banco Central indica crescimento da economia em 2024, mas sugere desaceleração no final do ano
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Em 2024, a indústria apresentou um crescimento mais moderado na economia, impactada pelo custo do crédito e pela incerteza no ambiente macroeconômico. Foto: Fotos Públicas

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou um recuo de 0,7% em dezembro de 2024, na comparação com novembro. Apesar da queda no último mês do ano, o indicador acumulou um crescimento de 3,8% em 2024, apontando uma expansão consistente da economia brasileira ao longo do período.

O IBC-Br é uma ferramenta utilizada pelo Banco Central para monitorar a atividade econômica e auxiliar na definição da taxa básica de juros, a Selic. Embora não substitua o cálculo oficial do PIB, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice oferece uma visão antecipada do desempenho econômico do país.

No último trimestre de 2024, o IBC-Br apresentou estabilidade, refletindo os efeitos da política monetária mais restritiva e a desaceleração do consumo. O desempenho do indicador acompanha as expectativas do mercado, que já projetavam uma moderação do crescimento econômico.

O Ministério da Fazenda revisou recentemente a projeção de crescimento do PIB para 2,3% em 2025, sinalizando uma desaceleração da atividade econômica neste ano. Essa estimativa leva em conta o impacto da política de juros, a evolução da inflação e os investimentos em setores estratégicos.

Segundo o Banco Central, os dados do IBC-Br reforçam a importância do acompanhamento contínuo das condições econômicas para a tomada de decisões sobre a taxa Selic, que atualmente está em 11,25% ao ano.

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Economia de mercado

Os setores da agropecuária e dos serviços foram os principais impulsionadores do crescimento econômico em 2024. No Nordeste, o desempenho do agronegócio foi favorecido pela safra recorde de grãos, com destaque para a produção de soja e milho na Bahia e no Maranhão.

Em contrapartida, a indústria apresentou um crescimento mais moderado, impactada pelo custo do crédito e pela incerteza no ambiente macroeconômico. O setor de construção civil, por exemplo, registrou desaceleração no segundo semestre do ano, devido à política de juros elevados.

Leia mais: Mercado financeiro eleva previsão da inflação pela 18ª semana seguida

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