PIB do Ceará, Pernambuco e Bahia em 2021 mostra recuperação das perdas de 2020

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O desempenho positivo do PIB de 2021 nos estados da Bahia, Pernambuco e Ceará reflete a recuperação da queda de 2020

Por Juliana Albuquerque

Reação da economia em 2021 recobra perdas do primeiro ano da pandemia – FOTO: Paulo-Whitaker-Reuters

Ceará, Pernambuco e Bahia, os três estados nordestinos que analisam o desempenho de suas economias a partir do resultado dos setores da Agropecuária, Indústria e Serviços ao longo de todo o ano, mostraram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.

O primeiro, o Ceará, lidera o crescimento na região, com alta de 6,63% em relação a 2020, impulsionado em grande parte pela indústria cearense. Em segundo, Pernambuco, seguindo sua tradição de crescimento pelo agronegócio, cresceu 4,2% no ano passado. Em terceiro, a Bahia, com alta de 4,1%.

Apesar das elevações, como o ano de 2020 foi de PIB negativo nos estados, a leitura dos indicadores de 2021 reflete mais uma tendência de recuperação do que de retomada mais estruturada de crescimento de fato. Em 2020, por exemplo, o PIB pernambucano teve um baque de 2,9%, enquanto na Bahia essa queda foi de 3,4% e no Ceará de 3,56%.

“Se em 2020 caímos 2,9% e em 2021 crescemos 4,2%, conseguimos recuperar 1,3% do que caímos”, explica o diretor de estudos e estatísticas da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima. Segundo ele, as economias analisadas seguem no processo de recuperação das perdas de 2020. “Esperamos que daqui para frente a gente tenha uma variação positiva que signifique um crescimento mais sólido, não só recuperação das perdas passadas”, afirma Lima.

Para o economista Rafael Ramos, mesmo diante de uma base negativa de 2020 e atravessando um 2021 ainda de incertezas, os três estados da região tiveram um bom desempenho em sua economia. “A gente até poderia esperar algo melhor, mas ao menos cresceu, mesmo diante de uma base negativa de 2020. O que significa que se gerou investimento, emprego, arrecadação, entre outros pontos positivos”, avalia.

O economista destaca, ainda, que o retorno da Covid-19 e suas variantes, no ano passado, segurou parte dos investimentos que poderiam ter sido feitos, pois deixou o setor produtivo receoso, além de adiar a reabertura do turismo, que integra o setor de serviços, o de maior peso na composição do PIB.

Tânia Bacelar
Tania Bacelar sugere análise com base na força dos setores de cada estado na composição do PIB – Foto: Arthur de Souza/ME

A economista, Tânia Bacelar, sócia-diretora da Ceplan Consultoria Econômica, avalia que apesar do crescimento, é preciso analisar os estados de formas distintas, visto que apresentam características econômicas nada similares. “Pernambuco tem um crescimento puxado pelo agronegócio, enquanto Ceará e Bahia têm um complexo industrial mais consolidado. É importante fazer essa análise com base no peso que cada setor tem para assim avaliar de forma mais acertada esse crescimento diante de um ano, como 2021, ainda marcado por uma nova onda da Covid-19 e o fim do auxílio emergencial. Ou seja, são anos atípicos para analisar os dados de forma macroeconômica sem considerar esses efeitos na economia de cada estado”, analisa.

PIB Nacional também superou perdas

Dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Brasil encerrou 2021 com crescimento de 4,6%. Com o resultado, foram superadas 0,7% das perdas de 2020, quando os efeitos da Covid-19 fizeram a economia encolher 3,9%.

De acordo com o IBGE, o crescimento do ano passado foi puxado tanto pela indústria como pelos serviços. Já a agropecuária registrou uma variação negativa de 0,2%, muito afetada negativamente pelas adversas condições climáticas como estiagem e geada. A alta nos serviços em 2021 foi de 4,7% e, na indústria, foi de 4,5%. Os dois setores, juntos, representam aproximadamente 90% do PIB do país.

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