
O Porto do Pecém, em Fortaleza, deu início a uma nova rota marítima que liga o estado do Ceará à China. Com a linha, os produtores e empresários cearenses poderão conseguir importar e exportar produtos com maior agilidade e de forma mais competitiva. A nova rota poderá ser feita em cerca de 30 dias, metade do tempo gasto anteriormente.
A nova rota, chamada Serviço Santana, é iniciada no continente asiático, com embarque na China com destino à Coreia do Sul, Panamá, República Dominicana até chegar ao Porto do Pecém. Em seguida a embarcação realiza o retorno passando pelo porto de Salvador, Santos, Índia e Singapura, retornando ao país de origem, com paradas nos Portos de Yantian, Ningbo, Shangai e Qingdao.
Confira a ilustração da rota Serviço Santana:

“A carga do nosso estado vinha através do Canal da Boa Esperança, passando pelo Sul da África até chegar ao Porto de Santos, onde fazia cabotagem até chegar à Pecém. Essa rota reduz esse tempo em quase 30 dias, uma redução excelente para produtores e empresários que têm pressa”, destaca André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém.
Pecém amplia escoamento de produtos Nordestinos
Ainda de acordo com o diretor comercial do Pecém, a nova rota servirá como uma grande oportunidade para que empresários e produtores nordestinos consigam escoar os seus produtos para o mercado asiático, que tem se apresentado favorável nos últimos anos e promete se um forte destino após a politica tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“A população asiática é gigante, com cerca de 2 bilhões de pessoas. Essa é uma excelente oportunidade para exportação de nossos produtos. Isso inclui o granito, mármore, castanha de caju, cera de carnaúba, frutas, calçados e têxteis, até milhares de produtos de e-commerce, por exemplo”, aponta o diretor comercial do Pecém.
Além disso, o executivo também diz que as indústrias cearenses e toda a sua área de influência poderão importar maquinários e insumos do mercado asiático através do Complexo do Pecém com maior agilidade.

A rota Serviço Santana, é operada pela MSC e foi estabelecida em parceria com a APM Terminals, empresa prestadora de serviço operacional do Porto do Pecém. Segundo Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, com a entrada direta do Pecém no trajeto, a exportação de produtos como algodão e carne ganha uma alternativa mais competitiva e estratégica em relação aos portos do Sudeste e Sul, reduzindo custos e otimizando o tempo de transporte.
“Esse processo trará uma considerável redução no tempo de trânsito em relação ao modelo atual, o que representa mais eficiência e agilidade para os clientes da região Norte do Brasil”.
Expectativa de aumento na movimentação
A expectativa é que a movimentação de contêineres no Porto do Pecém seja ampliada em 10% em relação a atual, já que as embarcações chinesas trarão pelo menos 1.200 contêineres por semana ao Nordeste brasileiro. “Fechamos 2024 bem e esse ano vamos passar a barreira dos 600 mil TEUs”, comenta Magalhães.
Em 2024, o Porto do Pecém registrou um marco histórico ao movimentar 555 mil contêineres, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, quando foram movimentados 482.930 contêineres. Além disso, o porto teve um aumento de 13% na quantidade de toneladas processadas, alcançando 19,6 milhões de toneladas, com 96 navios a mais transitando pelo ancoradouro em comparação a 2023.
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