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De lixo a tartaruguinha: startup de Noronha recicla plástico do mar em artefatos

Com reforço das marcas DIX Aeroportos e Forte Noronha, objetivo da Green Mining é fortalecer a presença do Protect Paradise em importante ponto de chegada de turistas
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  1. Startup Green Mining recicla plástico do mar em Fernando de Noronha, produzindo mais de 30 mil artefatos em cinco anos.
  2. Projeto Protect Paradise destinou 7,5 toneladas de plástico e 12,7 toneladas de vidro para reciclagem desde 2021 no arquipélago.
  3. DIX Aeroportos e Forte Noronha aderem ao projeto em julho, ampliando coleta e divulgação da iniciativa de sustentabilidade local.
  4. Green Mining coletou 16,7 milhões de quilos de embalagens pós-consumo nacionalmente, reduzindo 22 milhões de quilos de CO₂ estimados.
  5. Startup participou de COP26, COP29 e Fórum Econômico Mundial, recebendo prêmios internacionais de sustentabilidade e inovação.
De lixo a tartaruguinha: startup Green Mining de Fernando de Noronha recicla plástico do mar em artefatos
Projeto da Green Mining já contribuiu para a destinação correta de mais de 7,5 toneladas de plástico e 12,7 toneladas de vidro, além da produção de mais de 30.000 artefatos a partir de materiais reciclados localmente em Fernando de Noronha. Foto: Divulgação

Mais de 30 mil artefatos fabricados com plástico retirado do lixo de Fernando de Noronha, entre chaveiros em formato de tartaruga-marinha e abridores de garrafa moldados como peixes e pranchas de surfe, são o produto de cinco anos de operação de economia circular no arquipélago. O Protect Paradise, projeto da startup paulista Green Mining, encaminhou 7,5 toneladas de plástico e 12,7 toneladas de vidro para reciclagem desde 2021.

O ciclo começa na coleta seletiva de embalagens descartadas por moradores e turistas, passa por triagem e trituração e termina na moldagem de peças que preservam as cores e texturas do material original. Cada objeto carrega a marca do resíduo que lhe deu origem: tons de rosa, verde, cinza e preto se misturam nas tartaruguinhas de plástico reciclado expostas em pontos comerciais da ilha.

“O resíduo plástico pode deixar de ser um problema ambiental e se tornar matéria-prima para gerar valor local, renda, educação ambiental e engajamento de moradores, turistas e estabelecimentos comerciais”, afirmou o CEO da Green Mining, Rodrigo Oliveira.

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Aeroporto e forte passam a apoiar o projeto

Neste mês de julho, duas concessões do grupo Agemar em Noronha aderiram ao Protect Paradise: a DIX Aeroportos, operadora do terminal aéreo do arquipélago, e o Forte Noronha, um dos pontos turísticos mais visitados da ilha. A parceria com a DIX prevê espaços de divulgação, ações de conscientização e reforço à coleta de recicláveis diretamente no ponto de chegada dos turistas.

O Forte Noronha funcionará como vitrine dos artefatos produzidos com o material reciclado. Pelo alto fluxo de visitantes, o local amplia o contato do público com o resultado concreto do processo de reciclagem. “Em um território reconhecido mundialmente por sua biodiversidade e beleza natural, sustentabilidade também se constrói com inovação, educação ambiental e valorização dos resíduos como parte de uma nova economia regenerativa”, afirmou Rodrigo Oliveira.

Da ilha ao Fórum Econômico Mundial

A Green Mining, fundada em 2018 e selecionada pela Ambev por meio do programa 100+ Accelerator, acumula a coleta de mais de 16,7 milhões de quilos de embalagens pós-consumo em todo o país, com redução estimada de 22 milhões de quilos de CO₂. A startup integra o Pacto Global da ONU e participou da COP26, da COP29 e do Fórum Econômico Mundial de 2023, em Davos.

Entre as premiações, a empresa recebeu o Better World Award, na Bélgica, e figurou por três anos consecutivos no ranking 100 Open Startups, no Top 10 das categorias CleanTechs (2021) e CityTechs (2022, 2023 e 2024). Em 2024, obteve os prêmios José Eduardo Ermírio de Moraes e França-Brasil: Inovando para um Futuro Melhor. A empresa é também membro fundadora da Abelore, a Associação Brasileira de Logística Reversa.

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