
Há quatro décadas, entrar em um hospital significava encontrar pilhas de prontuários em papel, prescrições manuscritas com caligrafia incompreensível e departamentos isolados, que não se comunicavam. A operação da saúde era analógica, guiada pelo trânsito físico de pastas entre o faturamento, a farmácia e a recepção. Hoje, os hospitais operam em ecossistemas conectados, nos quais os dados circulam em tempo real e os algoritmos apoiam decisões clínicas.
Essa revolução na saúde brasileira está ligada à trajetória da MV, maior healthtech da América Latina, que completa 39 anos neste mês. A digitalização e a automação dos processos assistenciais podem reduzir em até 25% o tempo de espera em prontos-socorros e em até 30% o tempo total de atendimento nas instituições de saúde, segundo dados da companhia.
A gestão financeira também foi impactada. A integração das informações reduziu significativamente os índices de glosas. As recusas de pagamento por parte dos planos de saúde, decorrentes de erros ou da ausência de registros e que historicamente chegavam a cerca de 4% do faturamento hospitalar, podem cair para patamares entre 1% e 2%.
“A tecnologia passou a ser parte integrante da própria assistência médica. Ela conecta equipes, organiza fluxos de trabalho e apoia decisões clínicas complexas em segundos. O maior beneficiado por essa evolução histórica é o paciente, que recebe um atendimento mais rápido e seguro”, afirma Paulo Magnus, fundador e CEO da MV.
Marcos da saúde nos últimos quase 40 anos
Na década de 1980, a informática hospitalar limitava-se à automação da cobrança de contas, e os hospitais funcionavam como ilhas de informação. Fundada em 1987, às vésperas da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a MV lançou, em 1992, o primeiro Sistema de Gestão Hospitalar do país, unificando processos administrativos e assistenciais em uma única plataforma.
Em 2002, a empresa apresentou o primeiro Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) do Brasil. Sete anos depois, a solução tornou-se a primeira do país a ser certificada pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), garantindo validade jurídica aos registros digitais e abrindo caminho para a eliminação do papel nas instituições de saúde.
A transformação continuou em 2010, com o lançamento da primeira plataforma de gestão em saúde 100% web do país. A tecnologia da MV permitiu que a Unidade de Pronto Atendimento da Imbiribeira, no Recife, se tornasse a primeira unidade pública brasileira a operar totalmente sem papel. Em 2016, a parceria entre a MV e o Hospital Unimed Recife III resultou na obtenção da certificação internacional HIMSS, tornando a instituição o primeiro hospital digital da América Latina a alcançar o mais alto nível de maturidade tecnológica.
A pandemia de covid-19 acelerou ainda mais esse movimento, consolidando soluções como telemedicina, monitoramento remoto, integração de dados e gestão inteligente de leitos como elementos centrais da assistência à saúde.
Futuro da saúde no país
Apesar dos avanços, a transformação digital da saúde ainda enfrenta obstáculos. “O desafio agora é conectar, de forma segura, todo o ecossistema da saúde no país. No Brasil, a dificuldade é ainda maior em razão das dimensões continentais e das diferentes realidades socioeconômicas. Por isso, seguimos investindo na expansão do nosso ecossistema de soluções para os setores público e privado”, afirma o CEO da MV.
A interoperabilidade entre sistemas, a proteção de dados sensíveis, a ampliação da infraestrutura tecnológica em instituições de menor porte e a adoção responsável da inteligência artificial devem marcar a próxima etapa da evolução do setor.
A nova fronteira da inovação
A MV segue investindo no desenvolvimento de sistemas capazes de apoiar médicos e gestores, além de reduzir o peso das atividades administrativas. Em 2026, a principal aposta da companhia é o SOUL Agents, uma camada cognitiva de inteligência artificial agêntica baseada em assistentes virtuais autônomos.
Para sustentar esse ritmo de inovação, a companhia investe anualmente mais de R$ 80 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A empresa encerrou o último balanço anual com receita operacional líquida de R$ 741 milhões, crescimento de 20% em relação ao período anterior, e projeta atingir R$ 1 bilhão em faturamento até 2027, quando completará quatro décadas de história.
As soluções da companhia estão presentes em mais de 5,6 mil instituições de saúde, administram cerca de 178 mil leitos, atendem aproximadamente 66 milhões de vidas e são utilizadas por mais de 10 milhões de profissionais de saúde. Em 2025, a MV também foi reconhecida, pela nona vez, pelo instituto norte-americano KLAS como a quinta maior desenvolvedora de prontuários eletrônicos do mundo.
Sobre a MV
Com o propósito de empoderar a sociedade no cuidado com a saúde, a MV é uma multinacional que impulsiona a transformação digital no setor. Eleita pelo Instituto KLAS como uma das cinco maiores desenvolvedoras de Prontuários Eletrônicos do Paciente do mundo e líder no mercado da América Latina desde 1987, a companhia desenvolve softwares inovadores para facilitar a gestão de hospitais, clínicas, operadoras de planos de saúde, centros de diagnóstico e redes públicas de atendimento.
À frente de um ecossistema robusto de empresas e soluções, a MV atende diretamente mais de cinco mil clientes, assegurando eficiência, agilidade, precisão e segurança nos serviços de saúde. Saiba mais em www.mv.com.br.
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