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Setor de serviços recua 0,4% em maio e interrompe sequência de alta no país

Retração é puxada pelo segmento de transportes de cargas e outros serviços, mas setor segue 19,6% acima do patamar pré-pandemia, segundo os dados oficiais do IBGE
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  1. Setor de serviços registra queda de 0,4% em maio, interrompendo sequência de crescimento mensal anterior.
  2. Transportes de cargas e outros serviços contraem 1,0% e 1,9%, respectivamente, puxando retração geral.
  3. Serviços profissionais crescem 1,9% enquanto serviços às famílias avançam 0,2% no período.
  4. Volume de serviços mantém-se 19,6% acima do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020.
  5. Comparação anual mostra avanço de 0,4% em maio de 2026 ante maio de 2025.
transporte de cargas
O setor de transportes de cargas registrou contração de 1,0%, enquanto o segmento de outros serviços apresentou uma queda de 1,9%. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O volume de serviços no Brasil registrou uma queda de 0,4% em maio de 2026 na comparação com o mês anterior, interrompendo a trajetória de crescimento após ter apresentado uma alta de 1,1% em abril. Os dados constam na Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o recuo, o setor agora se encontra 0,5% abaixo do ponto mais alto de sua série histórica, que foi atingido em outubro de 2025.

​Apesar da retração pontual na margem, o segmento mantém uma distância confortável em relação ao período anterior à crise sanitária global, situando-se 19,6% acima do nível verificado em fevereiro de 2020.

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No confronto com maio de 2025, o volume de serviços avançou 0,4%, o que representa a vigésima sexta taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. No acumulado de janeiro a maio deste ano, o crescimento foi de 1,9% frente a igual período do ano passado.

​Transportes e outros serviços puxam queda mensal

O recuo de 0,4% observado na passagem de abril para maio de 2026 foi provocado pelo desempenho negativo de duas das cinco atividades investigadas na pesquisa. O setor de transportes de cargas registrou contração de 1,0%, enquanto o segmento de outros serviços apresentou uma queda de 1,9%. Ambas as atividades eliminaram integralmente as taxas de expansão que haviam computado no mês de abril, que foram de 0,9% e 1,9%, respectivamente.

​Em contrapartida, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,9% e os serviços prestados às famílias subiram 0,2%, assinalando o segundo avanço consecutivo para as duas áreas.

O primeiro grupo acumulou ganho de 2,5% no período recente, enquanto o último somou 1,6% de crescimento entre abril e maio. O segmento de informação e comunicação completou o quadro do mês registrando estabilidade (0,0%).

​Média móvel trimestral aponta ligeira retração

Na análise do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços, houve uma ligeira variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em maio de 2026, quando comparado ao período imediatamente anterior. Duas das cinco atividades registraram perdas nesse indicador de tendência: transportes (-0,6%) e outros serviços (-0,6%).

​Pelo lado oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 0,5% e os serviços prestados às famílias registraram alta de 0,1% sob essa ótica trimestral. O setor de informação e comunicação também repetiu o padrão de estabilidade, fechando com variação de 0,0% no índice de média móvel trimestral apurado em maio.

​Tecnologia e informação sustentam expansão anual

Na comparação interanual com maio de 2025, a alta de 0,4% no volume total de serviços foi impulsionada por três das cinco atividades de divulgação, alcançando crescimento em 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados pela equipe do IBGE. O ramo de informação e comunicação cresceu 5,2% e gerou o principal impacto positivo, sustentado por atividades digitais e tecnologia.

​Esse desempenho anual foi impulsionado pelo aumento da receita em tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; atividades de TV aberta; e consultoria em tecnologia da informação.

​Serviços para famílias e escritórios mantêm alta

Os outros dois avanços expressivos frente a maio de 2025 vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 2,3%, e dos serviços prestados às famílias, que cresceram 3,1%. Os resultados foram explicados, em grande parte, pelo aumento de faturamento em ramos de publicidade, locação de veículos e no segmento de alimentação fora do domicílio.

​O crescimento no primeiro ramo foi puxado por “agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; locação de automóveis; atividades jurídicas; e limpeza em prédios e em domicílios”. No setor de serviços prestados às famílias, a expansão anual foi sustentada pela performance de “restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada”.

​Transporte aéreo e logística registram perdas no ano

Na direção oposta, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentaram retração de 4,2%, enquanto o segmento de outros serviços caiu 2,4% no confronto com maio do ano passado. Estes foram os únicos impactos negativos do indicador interanual, sob forte pressão de receitas menores em operações de cargas, aviação e mercado financeiro.

​De acordo com o IBGE, as quedas foram pressionadas pela menor receita vinda de “transporte aéreo de passageiros; rodoviário de cargas; logística de cargas; e navegação interior de carga”, no setor de transportes. Já no segmento de outros serviços, o resultado anual negativo foi decorrente do desempenho de “serviços financeiros auxiliares”.

​Ritmo de crescimento em 12 meses desacelera

​A perda de fôlego em maio também se refletiu no indicador acumulado de longo prazo. O ritmo de expansão do setor de serviços nos últimos 12 meses desacelerou para 2,6%, registrando uma redução de velocidade em relação ao índice observado em abril deste ano, quando a taxa acumulada marcava alta de 2,9%.

​Apesar do recuo no ritmo de crescimento anual, a receita nominal do setor de serviços continua apresentando variações positivas consistentes. No acumulado em doze meses até maio de 2026, a receita nominal registrou expansão de 7,4% no país, enquanto a alta acumulada no período de janeiro a maio atingiu 7,3% frente ao primeiro semestre do ano anterior.

Com informações da Agência IBGE.

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