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Copa do Mundo: vendas de TVs cresceram 18% em Pernambuco

Levantamento da Fecomércio-PE aponta crescimento em segmentos ligados ao consumo doméstico e destaca convergência entre Copa do Mundo, Dia dos Namorados e São João
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  1. Vendas de TVs crescem 18% em Pernambuco
  2. Copa do Mundo impulsiona vendas de eletroeletrônicos
  3. Economia pernambucana é beneficiada
  4. Preços de carnes sobem 7,45% em 12 meses
  5. Comércio se prepara para aumento do consumo
Estudo realizado pela Fecomércio-PE mostra que as vendas de televisores apresentaram crescimento de 18% no início deste ano – Foto: Bargaço/Divulgação

A realização da Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar as vendas de segmentos específicos do comércio pernambucano, especialmente aqueles relacionados ao entretenimento doméstico, à alimentação e aos produtos de conveniência. A avaliação é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), que analisou o comportamento do varejo nas últimas edições do torneio e identificou tendências de consumo para o Mundial que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá.

O estudo, elaborado pelo Hub de Dados do Comércio, aponta que os impactos da competição não são distribuídos de forma homogênea entre os diferentes setores da economia. Historicamente, parte significativa do orçamento das famílias é direcionada para produtos associados à experiência de acompanhar os jogos em casa, beneficiando principalmente os segmentos de eletroeletrônicos, supermercados e bebidas.

Venda de televisores cresceu antes da Copa

Os primeiros sinais desse movimento já podem ser observados no mercado. De acordo com a Fecomércio-PE, as vendas de televisores apresentaram crescimento de 18% no início deste ano.

“Para 2026, identificamos oportunidades principalmente nos setores de eletroeletrônicos e alimentação. As vendas de televisores, por exemplo, já apresentavam crescimento de 18% no início do ano, movimento associado à preparação dos consumidores para acompanhar os jogos em casa”, afirma Rafael Lima, economista da Fecomércio Pernambuco.

Além do aumento da demanda por equipamentos eletrônicos, o estudo alerta para o comportamento dos preços dos produtos tradicionalmente consumidos durante o torneio.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Federação, mostram que as carnes acumulam alta de 7,45% nos últimos 12 meses. A picanha, um dos itens mais associados às reuniões entre amigos durante os jogos, registra avanço de 6,35% no período.

Copa ampliada e São João devem reforçar consumo

A edição de 2026 traz características inéditas que podem ampliar os efeitos econômicos sobre o varejo. Pela primeira vez, a Copa do Mundo contará com 48 seleções e terá duração de 39 dias, ampliando o período de mobilização do consumo.

Em Pernambuco, o impacto tende a ser potencializado pela coincidência do torneio com datas estratégicas para o comércio, como o Dia dos Namorados e os festejos juninos.

A combinação entre esses eventos deve favorecer não apenas o varejo, mas também setores como alimentação fora do lar, entretenimento, hospedagem e turismo.

“A extensão da competição cria uma janela mais longa para a atividade econômica, permitindo que o varejo e os serviços desenvolvam estratégias integradas ao longo de várias semanas. Em Pernambuco, esse movimento ganha relevância adicional pela sobreposição com o ciclo junino, que já exerce forte influência sobre setores como comércio, alimentação, entretenimento, hospedagem e turismo”, destaca Rafael Lima.

Histórico aponta mudanças no padrão de consumo

Os dados analisados pela Fecomércio-PE mostram que a Copa do Mundo costuma provocar alterações temporárias nos hábitos de consumo dos pernambucanos.

Durante a edição realizada no Brasil, em 2014, o segmento de móveis e eletrodomésticos registrou crescimento nominal de 16% em Pernambuco. Quatro anos depois, em 2018, o setor de combustíveis avançou 15,3%, enquanto o comércio de tecidos, vestuário e calçados apresentou retração de 13,4%.

Os números evidenciam que, durante o período da competição, os consumidores tendem a priorizar gastos relacionados ao lazer em casa e à reunião de amigos e familiares para acompanhar os jogos.

Os supermercados também costumam sentir os efeitos do evento. Segundo o levantamento, o segmento registrou crescimento médio de aproximadamente 5% no volume de vendas durante os meses de Copa entre 2002 e 2018.

A tendência reforça a concentração de gastos em produtos de consumo imediato, como alimentos, bebidas e itens voltados para confraternizações.

Leia também: Fora de jogo: furto de rótulos faz supermercados colecionarem prejuízos com Copa

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