Novas pesquisas realizadas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em Alagoas colocam o estado em uma posição estratégica do ponto de vista de exploração mineral. Sal-gema, cobre e ouro são alguns dos minerais já conhecidos e que atraíram para o estado nordestino grandes mineradoras interessadas na exploração. A riqueza mineral no subsolo alagoano pode ir além, já que estudos do SGB identificaram reservas de potássio e indícios de fosfato, minerais que são estratégicos para a indústria de fertilizantes. Há ainda possibilidade de ocorrências de urânio e tório.
Os dados contidos no novo mapa do potencial mineral do estado fazem parte do Projeto Geologia e Potencial Mineral da Bacia de Alagoas e envolveram o processamento e a interpretação de dados obtidos por meio de levantamentos aerogeofísicos, uma técnica que utiliza sensores acoplados a aeronaves para captar informações do subsolo, sem a necessidade de intervenções diretas no terreno.
Novas pesquisas realizadas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em Alagoas colocam o estado em uma posição estratégica do ponto de vista de exploração mineral. Sal-gema, cobre e ouro são alguns dos minerais já conhecidos e que atraíram para o estado nordestino grandes mineradoras interessadas na exploração. A riqueza mineral no subsolo alagoano pode ir além, já que estudos do SGB identificaram reservas de potássio e indícios de fosfato, minerais que são estratégicos para a indústria de fertilizantes. Há ainda possibilidade de ocorrências de urânio e tório.
Os dados contidos no novo mapa do potencial mineral do estado fazem parte do Projeto Geologia e Potencial Mineral da Bacia de Alagoas e envolveram o processamento e a interpretação de dados obtidos por meio de levantamentos aerogeofísicos, uma técnica que utiliza sensores acoplados a aeronaves para captar informações do subsolo, sem a necessidade de intervenções diretas no terreno.
Segundo a coordenadora do projeto Bacia Alagoas, do SGB, Maria de Fátima Lyra de Brito, as anomalias encontradas sobre urânio podem, potencialmente, ser indicativas de presença de fosfato e as de tório podem estar relacionadas à ocorrência de terras raras.
“Na Bacia de Alagoas, já existem ocorrências de depósitos de potássio reconhecidos, por meio de sondagens recuperadas de poço para petróleo. Também são conhecidos, por meio de sondagens, indícios de mineralizações de fosfato”, explicou. A equipe aguarda ainda informações complementares da geoquímica prospectiva para poder afirmar com certeza se existe ou não elementos de terras raras em Alagoas. Estes elementos vêm sendo utilizados para a construção de baterias, turbinas eólicas e sistemas de defesa.
O fosfato e o potássio estão entre as principais matérias-primas utilizadas pela indústria de fertilizantes para garantir a oferta de nutrientes essenciais ao desenvolvimento das lavouras.
O fosfato, extraído principalmente de rochas fosfáticas, passa por um processo químico que o torna solúvel e mais facilmente absorvido pelas plantas, resultando em produtos como o superfosfato simples, o fosfato monoamônico (MAP) e o fosfato diamônico (DAP).
Já o potássio, geralmente obtido a partir da silvinita e de outros sais naturais, é transformado em fertilizantes como o cloreto de potássio (KCl) e o sulfato de potássio (K₂SO₄), fundamentais para melhorar a resistência das plantas, regular a fotossíntese e aumentar a produtividade agrícola. A combinação desses nutrientes compõe as fórmulas do tipo NPK, base da adubação moderna em larga escala.
Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) apontam que em 2024, o Brasil importou mais de 41 milhões de toneladas de fertilizantes, gastando cerca de US$ 3,38 bilhões, e continua altamente dependente de insumos estratégicos. Quase 100 % do potássio e cerca de 74 % do fósforo usados vêm do exterior.
Em Alagoas, o Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado (FIEA), informou que os fertilizantes foram responsáveis por 3,7% do total de importações feitas no ano passado. Segundo a coordenadora do CIN em Alagoas, Dielze Melo, esses insumos ainda são pouco explorados no estado, que teve poucos registros de exportação de fertilizantes ao longo de 2024.
Apesar de ainda serem minerais pouco explorados em Alagoas e em Sergipe, estudos realizados pelos pesquisadores Katiane dos Santos Salviano e Higo Oliveira Nunes, também do SGB, analisaram o potencial mineral de potássio na Bacia Sergipe-Alagoas. Foram analisados 51 poços que apresentavam sais de silvinita e carnalita, que indicam a presença de potássio, localizados na sub-bacia de Sergipe.
Os estudos indicam que a região é economicamente explorável e sugerem que a região da bacia Alagoas – Sergipe pode abrigar áreas com grande potencial de concentração de potássio, o que exige sondagens adicionais para confirmar sua viabilidade comercial.
Já um estudo conduzido pelas pesquisadoras Cleide Regina Moura Silva e Silvana Diene Souza Barros também aponta grande presença de fosfato na Bacia Sergipe- Alagoas, com predominância de ocorrências registradas no território sergipano.
No novo mapa do SGB indica que o potássio também está presente em partes do Litoral Norte e Zona da Mata alagoana.
“O projeto realizado na Bacia Alagoas representa um avanço significativo para a região, pois permitiu ampliar o conhecimento geológico básico e levantar novos dados sobre os recursos minerais da área sedimentar e do embasamento cristalino adjacente. Ainda estamos no aguardo de informações complementares da geoquímica prospectiva para concluirmos as interpretações sobre o potencial mineral”, disse Brito.