Fusões e aquisições no setor de saúde crescem 22% no Nordeste

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Por Patricia Raposo

Fusões e aquisições (M&A, da sigla em inglês) no setor de saúde no segundo trimestre de 2021 cresceram 78% no Brasil em relação ao primeiro trimestre do ano, com 32 aquisições realizadas. O Nordeste surpreendeu, com mais de 22% das transações. As healthtechs seguem liderando em volume de negócios. O levantamento é a Ondina Investimentos, que assessora processos de fusões e aquisições.

Ítalo Barbosa, sócio na Ondina Investimentos/Foto: Divulgação

Dasa, Rede D’Or São Luiz, Grupo Fleury e Qualicorp empataram no topo do ranking com três aquisições cada. Mas foi a NotreDame Intermédica que fez a transação de maior porte, adquirindo a operadora de saúde verticalizada do Rio Grande do Sul CCG (Centro Clínico Gaúcho), por R$ 1,06 bilhão, com um múltiplo valor do negócio sobre a receita anual de 2,9 vezes. O CCG tem 175 mil beneficiários na saúde, 4,7 mil na odontológicos, 20 centros clínicos, 13 laboratórios e 1 hospital.

Após o Sudeste, que respondeu por 59,4% das transações, o Nordeste se destaca muito acima da região Sul, onde ocorreram 12,5% das operações, e do Centro-Oeste e do Norte, ambos com 3,1%. O interesse pela diversificação das operações pautou as aquisições de empresas nordestinas.

O recorte sobre esta região mostra a Dasa, que em abril passado fez uma oferta secundária de ações na bolsa (follow-on) e captou R$ 3,8 bilhões, comprando a baiana Amo e abrindo passagem para atuar com oncologia. A Dasa também adquiriu o Hospital da Bahia e o Hospital São Domingos, situado no Maranhão.

Dasa fez várias aquisições no Nordeste / Foto: Divulgação

Movimento semelhante fez a Rede D’Or. Após as emissões secundárias em maio, quando levantou R$ 1,7 bilhão, adquiriu o Hospital Nossa Senhora das Neves, na Paraíba. A Oncoclínicas também se movimentou no Nordeste e adquiriu o baiano Grupo Cam, voltado à saúde feminina.

As Healthtech chamaram atenção pelo volume de operações: responderam por 25% das transações gerais, e uma delas no Nordeste envolveu a compra da pernambucana Síntese B2B – que desenvolve e comercializa serviços de software para a área de gestão de suprimentos do setor de saúde – pela KPTL, uma operação de R$ 5 milhões. Aliás, transações até esse valor responderam por 18,8% dos negócios do segundo trimestre.  Já as transações acima de R$ 500 milhões corresponderam a 12,5% das aquisições no período.

Fonte: Ondina Investimentos

Destaque para a Hapvida que não se movimentou nos últimos meses analisados. “O mercado avalia que pode existir dúvidas quanto ao ritmo de novas aquisições, pelo menos no curto prazo, por causa da pendência de aprovação pelo CADE para sua fusão com a NotreDame Intermédica”, analisa o estudo da Ondina.

Para Ítalo Barbosa, sócio na Ondina Investimentos, o volume de transações no Nordeste pode se justificar pela busca por diversificação nas operações. “Vimos grandes empresas se capitalizando para fazer investimentos em outros segmentos, como a Rede D’Or, que era só de hospitais e hoje atua no mercado de seguros. Já a Dasa, que era especializada em diagnósticos,  agora segue pelo ramo de hospitais, assim como o Grupo Fleury, que incorpora a ortopedia à sua tradicional atuação no ramo de diagnóstico”, reflete.

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