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Suape despertou para o tempo novo, um tempo onde os compromissos com a sustentabilidade são norte para a condução desse desbravador de mares e se materializam em ações concretas, ora junto às comunidades, ora no bem tratar da natureza que lhe circunda.
Tempo novo em que fontes renováveis geram moléculas de grande eficiência energética e zero resíduo. Tempo novo em que os mecanismos de escuta são inerentes a todos os empreendimentos ou infraestruturas que no território se instalem.
Tempo novo em que gestores mantêm diálogo permanente com equipes que participam ativamente das decisões e da adoção das estratégias corporativas.
Tempo novo em que compliance, ouvidoria e ética deixam de ser conceitos ou regras e passam a ser parte do cotidiano da empresa, gerando uma harmoniosa convivência em um saudável ambiente de negócios.
Tempo novo em que empresas voltam a buscar oportunidades diante das incontestáveis vantagens locacionais e condições para crescimento econômico com inclusão social e responsabilidade ambiental.
Tempo novo em que a autonomia foi a duras penas restaurada, para que, dona de seu nariz, Suape pudesse tratar, com celeridade e domínio, dos processos e da
materialização dos negócios portuários, tendo preservado sua absoluta singularidade traduzida no melhor exemplo do conceito de porto-indústria.
Tempo novo em que a inovação se torna um ambiente de incessante mutação, evoluindo em velocidade compatível com a frenética dinâmica da competitividade da rede logística mundial.
Tempo novo em que pendengas de há muito vão arrefecendo a rigidez dos nós que pareciam indesatáveis, em que sufocamentos vão cedendo até virarem abraços, em que gritaria vira conversa e desencontros viram oportunidades de crescimento.
Tempo de desmistificar, estudando e entendendo processos em que o desenvolvimento afrontou direitos, para restaurar a conversa com quem é de conversa, ouvindo muito do que ficou calado para restaurar laços perdidos pelo isolamento.
Tempo de olhar para a frente, cumprindo com a missão de ser promotor não só do desenvolvimento clássico, mas da qualidade de vida dos pernambucanos, da restauração da fé em tempos cada vez melhores, indo além da frieza dos números até a calidez do abraço do reconhecimento do dever cumprido.
Francisco Martins,
Diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape
Suape despertou para o tempo novo, um tempo onde os compromissos com a sustentabilidade são norte para a condução desse desbravador de mares e se materializam em ações concretas, ora junto às comunidades, ora no bem tratar da natureza que lhe circunda.
Tempo novo em que fontes renováveis geram moléculas de grande eficiência energética e zero resíduo. Tempo novo em que os mecanismos de escuta são inerentes a todos os empreendimentos ou infraestruturas que no território se instalem.
Tempo novo em que gestores mantêm diálogo permanente com equipes que participam ativamente das decisões e da adoção das estratégias corporativas.
Tempo novo em que compliance, ouvidoria e ética deixam de ser conceitos ou regras e passam a ser parte do cotidiano da empresa, gerando uma harmoniosa convivência em um saudável ambiente de negócios.
Tempo novo em que empresas voltam a buscar oportunidades diante das incontestáveis vantagens locacionais e condições para crescimento econômico com inclusão social e responsabilidade ambiental.
Tempo novo em que a autonomia foi a duras penas restaurada, para que, dona de seu nariz, Suape pudesse tratar, com celeridade e domínio, dos processos e da
materialização dos negócios portuários, tendo preservado sua absoluta singularidade traduzida no melhor exemplo do conceito de porto-indústria.
Tempo novo em que a inovação se torna um ambiente de incessante mutação, evoluindo em velocidade compatível com a frenética dinâmica da competitividade da rede logística mundial.
Tempo novo em que pendengas de há muito vão arrefecendo a rigidez dos nós que pareciam indesatáveis, em que sufocamentos vão cedendo até virarem abraços, em que gritaria vira conversa e desencontros viram oportunidades de crescimento.
Tempo de desmistificar, estudando e entendendo processos em que o desenvolvimento afrontou direitos, para restaurar a conversa com quem é de conversa, ouvindo muito do que ficou calado para restaurar laços perdidos pelo isolamento.
Tempo de olhar para a frente, cumprindo com a missão de ser promotor não só do desenvolvimento clássico, mas da qualidade de vida dos pernambucanos, da restauração da fé em tempos cada vez melhores, indo além da frieza dos números até a calidez do abraço do reconhecimento do dever cumprido.
Francisco Martins,
Diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape
O Complexo Industrial Portuário de Suape nasceu com a importante missão de diversificar a economia pernambucana, antes ancorada na monocultura da cana-de-açúcar. Ao completar 44 anos, no último dia 7 de novembro de 2022, Suape cumpriu a missão e se consolidou como um porto de destaque nacional. Encerrou 2021 liderando nacionalmente a movimentação de granéis líquidos (derivados de petróleo) e a navegação por cabotagem (entre portos de um mesmo país), desbancando o maior atracadouro do país, o de Santos (SP), nas duas situações.
Na primeira posição de hub de contêineres do Norte e Nordeste do Brasil, o porto pernambucano, localizado em Ipojuca, no Grande Recife, deve fechar o ano de 2022 com faturamento global de R$ 354 milhões, um aumento de 35% em relação ao montante arrecadado no ano passado. A movimentação de carga também deve crescer na casa dos 13%, alcançando 24,9 milhões de toneladas.
Em Suape, tem sido cada vez mais comum ver operações de transbordo de veículos. São centenas de automóveis de passeio e utilitários vindos do Uruguai e da Argentina desembarcando ali para seguir em direção a outros destinos internacionais, como Colômbia, República Dominicana, Costa Rica, México e Estados Unidos. Essa crescente movimentação tem fortalecido a vocação de hub de veículos de Suape. Entre 2020 e 2021, o incremento nesta movimentação foi de 20%, saltando de 39.922 para 47.841 unidades. Nesta conta também entram os automóveis exportados pela montadora Jeep, da Stellantis, sediada no município de Goiana (PE).
Os números da movimentação de cargas chamam a atenção. Os que impressionam, porém, são os referentes aos investimentos que devem se consolidar até 2027 no porto: nada menos que R$ 46,1 bilhões. Juntos, os novos negócios vão gerar quase 25 mil empregos. Isso quer dizer que, em cinco anos, haverá mais de 60 mil pessoas trabalhando em Suape. Atualmente, as 224 empresas instaladas no complexo e áreas adjacentes geram mais de 40 mil empregos.
Todos esses novos negócios chegaram apesar de Suape ter enfrentado problemas relacionados à autonomia portuária nos últimos dez anos. Isso demonstra que o complexo industrial portuário passou a ser visto pelo mercado como oportunidade de negócios, o que gerou um ciclo virtuoso: quanto mais investimentos Suape recebe, mais investimentos atrai.
A perda da autonomia ocorreu devido à Lei Federal 12.815, conhecida como a Nova Lei dos Portos, promulgada no governo Dilma Rousseff, em 2013. A iniciativa retirou a autonomia de todos os portos organizados do país, incluindo os que pertenciam à Portobrás (órgão do governo federal extinto nos anos 1990) e os administrados por gestões estaduais, como é o caso de Suape.
Com a retomada da autonomia, ocorrida no dia 3 de outubro de 2022, Suape deixou de depender das instâncias federais para fazer arrendamento e gerir os contratos vigentes. Um dos arrendamentos que receberá plena atenção na área do Porto Organizado é o do Terminal de Contêineres (Tecon Suape), que circula há mais de um ano pelos gabinetes do Ministério da Infraestrutura (MInfra). Ao ser revisado, permitirá que as tarifas cobradas pelo Tecon possam finalmente ser reduzidas a patamares competitivos, uma vez que elas estão atreladas a um contrato original que será revisto.
A autonomia dará mais celeridade a novos negócios, como o terminal de Contêineres da APM Terminal (Grupo Maersk, de origem dinamarquesa), um investimento de R$ 2,5 bilhões. O empreendimento promete trazer competitividade e novas rotas para o porto, ampliando, significativamente, a movimentação de cargas e receitas.
No pacote de investimentos consta ainda uma planta de R$ 22,5 bilhões de hidrogênio verde da Qair Brasil. A empresa, de origem francesa, é conhecida mundialmente pelo desenvolvimento de projetos de energia limpa.
E tão importante quanto o projeto da Qair é o investimento de R$ 1,5 bilhão da Blau Farmacêutica. Isso porque, com a planta do Laboratório Aché instalada em 2019 e ampliada em 2022, a Blau consolidou o polo farmacoquímico do complexo, atraindo fornecedores numa nova frente de negócios.
O porto pernambucano também vai receber investimentos em gás. Um deles é o terminal de tancagem de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), da Nacional Gás com a Liquigás e Copagaz, orçado em R$ 3,5 bilhões. O outro é o terminal de Regaseificação da Shell e OnCorp, um investimento de R$ 2 bilhões.
Para abrigar esses projetos e consolidar o polo farmacoquímico, o hub de veículos importados e tantos outros empreendimentos, o complexo industrial portuário está revisando e atualizando o Plano Diretor Suape 2030. O documento vai consolidar o atracadouro na vocação de hub regional, alinhando compromissos de sustentabilidade, uma vez que ele quer se consolidar como “porto verde”.
O Plano Diretor Suape 2030 considera uma obra fundamental para o desenvolvimento do complexo: a Estrada de Ferro do Sertão. O modal ferroviário será construído pela mineradora Bemisa, que também investirá num terminal de minério de ferro na Ilha de Cocaia, área pertencente à estatal portuária. A ferrovia vai otimizar a logística a partir de Suape pela região Nordeste.
Para que tudo isso possa funcionar, outra obra importante está prestes a ser finalizada: a dragagem do canal principal. Paralisada desde 2013, a intervenção chega a tempo de atender a esses novos empreendimentos.
Suape também sai na frente em um negócio que tende a crescer nos próximos anos: o abastecimento de navios offshore. Essa operação terá início em 2023, colocando fim na exclusividade da Petrobras. O monopólio da estatal de petróleo foi quebrado pela Instrução Normativa Nº 2.109, de 4 de outubro de 2022, que praticamente abriu o mercado dessa atividade à iniciativa privada. A redução da alíquota de ICMS – de 18% para 7% – sobre os combustíveis em geral, concedida pelo Governo de Pernambuco, contribuiu para que as distribuidoras pudessem avançar sobre esse mercado.
Nesta edição especial, você poderá conferir as principais transformações em curso desse grande porto, indutor do desenvolvimento de Pernambuco e do Nordeste. São obras e investimentos que trazem ao complexo industrial portuário pernambucano mais competitividade, levando Suape a cumprir a importante missão de ser o agregador regional.