SUA Granéis investe para atrair carga de grãos do Matopiba para Suape

Evento reúne, nesta sexta-feira, empresários, executivos e técnicos dos segmentos de portos e logística, no Centro Administrativo de Suape.

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O consórcio SUA Granéis, liderado da pernambucana Agemar, planeja escoar pelo Porto de Suape a carga de grãos de Matopiba, região que engloba áreas produtoras de grãos do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O consórcio arrematou o Terminal de Granéis Sólidos do Porto de Suape em leilão realizado na Bolsa de Valores, em São Paulo, em março passado. Embora ainda não tenha começado a operar devido aos tramites burocráticos – o contrato com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deve ser assinado em outubro – o SUA Granéis vem consultado especialistas para ampliar as possibilidades de movimentação de cargas no terminal.

SUA Granéis
Terminal de Granéis sólidos da SUA Granéis no Porto de Suape quer atrair grãos de Matopiba/Foto: Divulgação

Um deles é do diretor executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira. Além de consultor da Aprosoja – Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso, é ele um dos maiores especialistas em logística e produção de grãos do Brasil.

O consultor vai palestrar num evento promovido pela SUA Granéis, em parceria com o Porto de Suape, nesta sexta-feira. O encontro vai reunir empresários, executivos e técnicos dos segmentos de portos e logística, às 10h, no Centro Administrativo do Complexo Industrial Portuário de Suape. Neste evento, Edeon Vaz analisará as possibilidades de Suape passar a escoar parte da carga de grãos de Matopiba.

“A região de Matobiba deve crescer 18% este ano e vem escoando os grãos por Aratu (BA) e Itaqui (MA). Nossa intenção, neste momento, é entender a possibilidade para tornar nosso terminal competitivo para as cargas que partem de lá”, explica Manoel Ferreira, presidente da Agemar.

Sete dos nove Estados da região devem puxar o crescimento regional e, três deles, Maranhão, Piauí e Bahia, que integram Matopiba, devem colher algo próximo de 26 milhões de toneladas, pouco mais de 90% do total.

“Temos que ouvir vários representes da cadeia logística. Como ainda não temos uma ferrovia, o que vai definir nosso diferencial é um conjunto de fatores: transporte rodoviário, equipamento eficiente para dar velocidade à operação, menor espera dos navios”, explica Manoel Ferreira, atento a uma safra que pode alcançar 28 milhões de toneladas, um recorde na série histórica do Nordeste.

Outros fatores que animam a empresa a focar nessa região, segundo Ferreira, é o atual estrangulamento na capacidade de armazenagem e o congestionamento de portos para a descarga de fertilizantes.

Além da produção de grãos do Matopiba, a SUA Granéis também foca em cargas como coque de petróleo, açúcar, barrilha e fertilizantes, além de carga geral e neogranéis.

Além da Agemar, o consórcio tem como sócias a Marlog, da Paraíba, e a Loxus, do Paraná, e planeja investir cerca de R$ 60 milhões em itens como aquisição de sistemas de recepção rodoviária, moderno equipamento de transportador de correias e na expansão de área de armazenagem.

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