
O mercado de alimentos e de produtos de uso pessoal registrou crescimento no primeiro trimestre de 2025, com desempenho acima da média nacional no Nordeste. Os dados são do relatório Mtrix Market Insights, que acompanha o comportamento de compra em mais de 1 milhão de pontos de venda no Brasil. A análise abrange o varejo alimentar e o canal food service.
No varejo alimentar, o Nordeste teve aumento de 13,7% nas vendas em reais em relação ao primeiro trimestre de 2024. O volume de vendas subiu 9,8%. No Norte, as vendas cresceram 13,3% e o volume 7,3%. O Sul teve alta de 12,1% em valor e 4,8% em volume. No Sudeste, a variação foi de 8,8% em vendas e 0,2% em volume. O Centro-Oeste registrou 7% em receita e 1,6% em volume.
No food service, que inclui bares, restaurantes, padarias e lanchonetes, o Nordeste também liderou. As vendas cresceram 19,6% em valor e 18% em volume. O ticket médio por ponto de venda aumentou 14,5%. O Sudeste teve 18,8% em vendas e 15,3% em volume. O Centro-Oeste cresceu 15,3% em valor e 4,9% em volume. No Sul, os resultados foram de 12,9% em receita e 7,8% em volume. O Norte registrou 9,8% em valor e 10,6% em volume.
Aumento da rede de food service
O número de pontos de venda ativos no varejo alimentar do Nordeste aumentou 5,9%. O ticket médio por ponto subiu 6,9%, superando a média nacional. O avanço é atribuído à expansão do comércio em cidades de médio porte e em capitais, além da ampliação da rede de lojas e da cobertura logística.
Na análise por faixa populacional, municípios com mais de 900 mil habitantes lideraram o crescimento das vendas no varejo alimentar, com aumento de 13,2%. Cidades com população entre 500 mil e 900 mil habitantes registraram alta de 13,1%. Capitais como Salvador, Fortaleza e Recife concentram boa parte desses pontos de venda. No food service, o crescimento nas mesmas faixas variou de 11% a 14,9%.
No segmento de Home Care e Personal Care, o Nordeste foi a única região com crescimento nas vendas em reais. O aumento foi de 1,9%. O volume caiu 2,5%, com retração menor que a observada nas demais regiões. O Sudeste teve queda de 17,1% nas vendas e de 20,1% no volume. O Centro-Oeste apresentou variações semelhantes. O Sul caiu 3,8% em valor e 3,7% em volume. O Norte teve redução de 0,3% nas vendas e 3,9% em volume.
Logística e estrutura de distribuição
O desempenho no Nordeste é atribuído à atuação de redes varejistas regionais e à estrutura de distribuição, que garante abastecimento regular em diferentes portes de mercado. A demanda por itens básicos de higiene e cuidados pessoais permanece estável na região, com boa penetração no consumo cotidiano.
A base industrial e logística também contribui para os resultados. Segundo o IBGE, o Nordeste representa cerca de 18% da produção nacional de alimentos industrializados. Estados como Pernambuco, Bahia e Ceará concentram polos de produção e centros de distribuição em cidades como Caruaru, Feira de Santana e Maracanaú. Essa infraestrutura reduz custos e amplia a capilaridade da oferta.
Distribuidores e varejistas regionais utilizam ferramentas digitais para monitorar indicadores de vendas, preços e estoques. Aplicativos como o Pulse, da Mtrix, viabilizam decisões baseadas em dados, com atualização em tempo real, o que aumenta a eficiência na reposição e na formação de sortimento.
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